Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de abril de 2021
Advogado do vereador vai questionar a qualidade das provas técnicas apresentadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Foto: Tânia Rêgo/Agência BrasilO advogado Bras Santana, que assumiu a defesa do vereador Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Doutor Jairinho, disse a uma emissora de televisão que vai questionar a qualidade das provas técnicas apresentadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na investigação da morte do menino Henry Borel.
Entre elas, a defesa deve apontar problemas na reprodução simulada da morte do menino de 4 anos, feita no dia 1° de abril. Santana afirmou que uma das possibilidades que avalia é pedir a exumação do corpo de Henry para um novo laudo necroscópico. Segundo ele, o trabalho dos peritos não foi bem feito.
Reservado até aqui, o advogado não havia dado detalhes das estratégias da defesa até agora. Bras Santana vinha dizendo que acabara de assumir o caso e esperaria para se manifestar depois de o inquérito ser finalizado e a denúncia ser apresentada pelo Ministério Público. Ele espera conceder uma entrevista coletiva quando isso acontecer.
Santana já adiantou algumas estratégias da defesa de Jairinho. Disse, inclusive, que descarta fazer alegações de doenças psiquiátricas. Ele explicou que uma advogada que não integra o escritório dele e que não teve autorização da família criou uma “situação” que culminou na ida de Jairinho a um hospital psiquiátrico no último dia 16 de abril, mas que a defesa não deve ir por essa linha.
Na prática, não pretende apresentar como prova um diagnóstico de comprometimento da saúde mental que poderia justificar qualquer tipo de acusação a Jairinho.
“É muito prematuro tirar qualquer conclusão nesse momento, até porque eu não tenho como pegar uma tese defensiva antes de saber qual a acusação será feita pelo Ministério Público”, disse Santana. “A defesa encontrou falhas na prova técnica e deixará para abordar essas questões durante o processo”, completou.
Uma das expectativas dos advogados tanto de Jairinho quanto de Monique Medeiros, a mãe de Henry Borel que também está presa após ter sido acusada de participar do crime, é saber qual será a narrativa do que aconteceu aos olhos da polícia. É o que os advogados chamam de “dinâmica do delito”. Isso interfere, por exemplo, em quem terá apontada contra si a autoria, co-autoria ou participação na morte do menino de 4 anos no último dia 8 de março, ou seja, qual será na tese da acusação o papel de cada um dos dois.
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