Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de abril de 2016
Dois dias após ter sido incluída em um delicado processo por suposta lavagem de dinheiro que levou à prisão de um de seus principais sócios comerciais, o empresário Lázaro Báez, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner retornou nessa segunda-feira a Buenos Aires para iniciar o que juristas e jornalistas consideram um verdadeiro périplo judicial para evitar o seu indiciamento.
Nesta quarta-feira, a ex-chefe de Estado deverá prestar depoimento em um outro processo, sobre supostas irregularidades em operações de venda de dólar futuro no Banco Central, que, segundo o juiz Claudio Bonadio, encarregado do caso, gerou prejuízo de 17 milhões de dólares à instituição. O mais provável, segundo informações publicadas, é que Cristina não seja detida nesta ocasião. O cerco a ela, porém, é cada vez maior, e uma das principais incógnitas no momento é saber se o juiz Sebastián Casanello, que tem em mãos as investigações sobre Báez, seguirá os passos de Bonadio e também convocará Cristina, cuja situação se complicou no fim de semana devido a declarações de Leonardo Fariña, um ex-colaborador do empresário. Por cerca de 12 horas, Fariña explicou o funcionamento de “uma rede de lavagem de dinheiro” comandada, segundo ele, pelo ex-presidente Néstor Kirchner, morto em 2010, e por Báez.
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