Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de junho de 2021
Responsável pela operação que fez buscas contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o delegado Franco Perazzoni foi dispensado na última quinta-feira (17), do comando da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal.
Apesar de perder o cargo de chefe da unidade, Perazzoni segue conduzindo as investigações que estavam sob sua alçada, inclusive a que mirou o aliado do presidente Jair Bolsonaro.
A decisão sobre a mudança no posto estratégico da PF no DF teria partido de dentro da Superintendência da unidade, sem passar pela Diretoria-Geral, dizem fontes da corporação. A dispensa de Perazzoni já foi publicada no Diário Oficial da União.
O delegado é quem assina a representação de 92 páginas que culminou na abertura da fase ostensiva da Operação Akuanduba. A investigação mira um ‘grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais’ e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
No documento enviado ao STF, Perazzoni apontou ‘fortes indícios’ de envolvimento de Salles em um suposto esquema de corrupção para exportação ilegal de madeira. O acervo de provas inclui relatos de reuniões com madeireiros, alterações nas regras de fiscalização, trocas de mensagens, depoimentos de testemunhas e operações financeiras suspeitas, que atingem o escritório de advocacia de Salles em São Paulo.
Após a deflagração da Akuanduba, Salles negou irregularidades e diz que Moraes foi ‘induzido ao erro’ ao autorizar a operação, classificada por ele como ‘exagerada’ e ‘desnecessária’.
Perazzoni não é o primeiro delegado a deixar um posto de comando após mirar o ministro do Meio Ambiente. Em abril, o delegado Alexandre Saraiva ‘caiu’ da chefia da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas após enviar notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal atribuindo a Salles supostos crimes de obstrução de investigação ambiental, advocacia administrativa e organização criminosa. No mês seguinte, Saraiva foi removido da unidade da PF no Amazonas e transferido para a Delegacia da corporação em Volta Rendonda, no Rio de Janeiro.
Substituto
A diretoria da PF escolheu o delegado Gustavo Buquer dos Santos para ser o novo chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros do Distrito Federal.
De acordo com o jornal Metrópoles, Buquer teria sido indicado pelo próprio Perazzoni, de quem era número 2 na Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros do DF.
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Que péssimo trabalho deste individuo:
No documento enviado ao STF, Perazzoni apontou ‘fortes indícios’?????
Fortes Indicios????….. Vai trabalhar e apresente provas sólidas… !!!….
Isso me cheira a esquerdopatia cronica…!!!…
Tabalha para o Brasil ou para o Fundo Amazonia???