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Mundo Depois de dois meses, países da Europa começam a flexibilizar a quarentena

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Metade da Espanha foi autorizada a passar para a fase 1 do desconfinamento. (Foto: Reprodução)

Após quase dois meses de confinamento devido ao coronavírus, França e Espanha, que figuram entre os países mais afetados pela Covid-19, milhões de pessoas começaram a recuperar uma tímida normalidade, como já aconteceu na Itália e Alemanha.

Quase cinco meses depois de seu surgimento na China, no fim de de 2019, a pandemia que deixou mais da metade da humanidade em confinamento e paralisou a economia mundial parece estar sob controle em vários países, apesar da propagação em outras regiões, em particular as Américas.

A França, que foi um dos países europeus mais atingidos pela pandemia de Covid-19, deu início nessa segunda-feira (11) à flexibilização das regras de isolamento que estavam em vigor desde o dia 17 de março. A medida foi tomada com cautela após uma redução na pressão sobre o sistema de saúde.

Os franceses poderão circular livremente na rua sem nenhum tipo de autorização no limite de 100 km em torno da sua residência.

Estabelecimentos comerciais não essenciais, como salões de beleza, lojas de roupas, floriculturas e livrarias, reabriram suas portas, com uma série de precauções para funcionários e clientes. As 400 mil lojas do país só poderão receber simultaneamente quatro clientes. Já restaurantes, bares, teatros e cinemas permanecerão fechados até junho pelo menos.

Nessa segunda, metade da Espanha voltou às ruas.

Nas áreas onde foi permitido esse avanço, passaram a ser liberadas reuniões sociais de até dez pessoas. Pequenos negócios, igrejas, museus e terraços de bares e restaurantes podem reabrir, mas com capacidade limitada.

Madri e Barcelona, as duas maiores cidades do país e as mais atingidas pela pandemia, não conseguiram entrar nessa nova fase, que deve durar até o fim de junho.

A passagem de uma fase para a outra em cada região depende da evolução da epidemia, que no país deixou mais de 26,7 mil mortos, assim como de mostrar que seu sistema de saúde é capaz de responder a uma nova onda de contágios.

A cidade de Tarragona, na Catalunha, está incluída na metade da Espanha que foi autorizada, nessa segunda, a passar para a fase 1 do desconfinamento.

De acordo com o boletim do Ministério da Saúde divulgado nessa segunda, nas últimas 24 horas, houve 123 mortes no país, 20 a menos do que no dia anterior, e bem abaixo do máximo registrado no início de abril de 950 em um único dia.

Com 373 novas infecções, os casos relatados de coronavírus na Espanha estão em 227.436, incluindo 48.320 profissionais de saúde.

Na Alemanha, outro país considerado exemplar durante a crise, o teto estabelecido de 50 novos contágios para cada 100.000 habitantes está sendo superado em três regiões.

O país, que retomará o campeonato de futebol nos próximos dias com portões fechados, permitiu a reabertura de bares e restaurantes no sábado no Estado de Mecklembur-Pomerania, às margens do mar Báltico.

Mas nada voltará a ser como antes. “Nossos funcionários precisam usar máscara e nossos clientes respeitar a distância social”, disse Thomas Hildebrand, dono de restaurante em Schwerin.

Segunda onda

O fantasma de uma segunda onda, no entanto, e talvez até uma terceira, mencionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), está presente.

A Coreia do Sul, considerada um modelo na gestão da crise, é um exemplo: depois de conter a propagação do vírus e flexibilizar as restrições, a prefeitura de Seul se viu forçada no sábado (9) a fechar todos os bares e clubes ante um novo e evidente aumento dos casos de Covid-19.

A China registrou o primeiro caso em mais de um mês na cidade de Wuhan, berço da SARS-CoV-2.

O presidente sul-coreano Moon Jae-in declarou no domingo (10) que os novos casos de contaminação “estabeleceram a consciência de que mesmo durante a fase de estabilização, situações similares podem surgir novamente a qualquer momento”. “Isto não vai terminar até que realmente chegue ao fim”, disse Moon.

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