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Mundo Na volta às aulas, estudantes chineses são monitorados por pulseira para detectar vírus

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As instituições de ensino seguem protocolos para evitar os riscos de novos surtos. (Foto: China News Service)

Os estudantes da cidade chinesa de Pequim voltaram às aulas presenciais nesta segunda-feira (11), após meses de quarentena em razão do novo coronavírus. Em meio ao temor vivido pelo país para de uma segunda onda de contaminação, os alunos receberam pulseiras eletrônicas para monitorar casos suspeitos de infecção pela doença.

O dispositivo é o exemplo mais recente do uso maciço na China das novas tecnologias para tentar controlar um vírus. Segundo o jornal Beijing Daily, as pulseiras aferem a temperatura do aluno em tempo real, de modo que os pais e escolas podem monitorar a situação de cada um por meio de um aplicativo de celular.

Em caso de temperatura anormal acima de 37,2°C a pulseira envia um sinal aos professores que são orientados a informar a polícia, disse o jornal. O equipamento está em teste em cinco distritos da capital chinesa.

Os controles de temperatura, o uso obrigatório de uma máscara e a distância física tornaram-se a norma nas escolas do país, onde as autoridades temem um surto de infecções.

Epicentro do surto

Wuhan, o epicentro do surto do novo coronavírus na China, relatou nesta segunda-feira seu primeiro foco de infecções desde que o isolamento da cidade foi suspenso um mês atrás, provocando o temor de um ressurgimento mais abrangente da doença.

As novas infecções foram um sinal de alerta em meio aos esforços para suavizar as restrições relacionadas ao coronavírus em toda a China – empresas e indivíduos estão voltando ao trabalho.

Wuhan relatou cinco casos novos confirmados, todos do mesmo conjunto residencial. Um deles foi a esposa de um paciente de 89 anos relatado um dia antes como o primeiro caso confirmado da cidade central em mais de um mês.

No momento, a tarefa de prevenção e controle epidêmico da cidade ainda é muito pesada”, disse a autoridade de saúde de Wuhan em um comunicado.

Precisamos conter o risco de uma retomada resolutamente.”

Todos os casos recentes foram classificados anteriormente como assintomáticos – pessoas que tiveram diagnóstico positivo do vírus e podem infectar outras, mas não exibem sinais clínicos, como febre.

O número de casos assintomáticos da China é desconhecido, já que eles só aparecem no radar das autoridades de saúde quando dão resultado positivo em exames realizados como parte das atividades de rastreamento de contatos e verificações de saúde.

A China não inclui os casos assintomáticos em sua contagem geral de casos confirmados, hoje em 82.918, até que eles exibam sinais de infecção. A China continental já comunicou 4.633 mortes.

Centenas de casos assintomáticos de Wuhan, que no dia 8 de abril foi liberada de um isolamento de meses, estão sendo monitorados.

O número de casos novos surgidos no país desde abril foi pequeno quando comparado aos milhares confirmados todos os dias em fevereiro, graças a um regime nacional de verificação, exames e quarentenas.

Na sexta-feira, o governo disse que cinemas, museus e outros locais serão reabertos gradualmente, mas que restrições como reservas obrigatórias e um limite ao número de visitantes estarão em vigor.

O polo financeiro de Xangai reabriu algumas atrações noturnas, e a Walt Disney reabriu seu parque na cidade a um número reduzido de visitantes nesta segunda-feira.

Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde, disse que infecções novas em sete províncias estão sendo rastreadas.

Nos últimos 14 dias, sete províncias relataram novos casos transmitidos localmente, e os casos envolvendo focos continuam a aumentar”, disse Mi em um briefing à mídia. As informações são das agências de notícias AFP e Reuters.

 

 

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