Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2015
Depois de três meses seguidos de queda, a produção industrial nacional cresceu 0,6% em maio, na comparação com abril, segundo informou nessa quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “A entrada desse 0,6% num primeiro momento não modifica em nada a análise que a gente vinha tendo até então, ou seja, setor industrial com menor ritmo de produção, maior parte das atividades mostrando saldo negativo”, disse André Luiz Macedo, gerente de Indústria do IBGE.
Contribuíram para o leve crescimento as produções de equipamentos de transporte (8,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%) e de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (1,9%). Também cresceram as indústrias de bebidas (2,7%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,6%).
Na contramão, caíram as produções de produtos alimentícios (-1,9%), máquinas e equipamentos (-3,8%) e produtos têxteis (-6,5%). “Setor de bebidas, vestuário, perfumaria, parte do setor de derivados de petróleo são atividades que mostraram avanço nesse mês. Talvez muito desse crescimento tenha relação com as quedas sucessivas em meses anteriores”, analisou Macedo.
Entre os principais impactos negativos está o setor alimentício, segundo o gerente. “[O] resultado tem relação com produção do açúcar. A gente observa nessa atividade, um pouco da mudança de mix da safra da cana de açúcar, saindo de uma safra mais voltada para o açúcar e indo para uma mais voltada para o álcool, então, isso pode estar explicando uma queda acentuada do açúcar nesse mês”, explicou.
Entre as grandes categorias econômicas, mostraram taxas positivas bens de consumo semi e não-duráveis (1,2%), depois de caírem por sete meses seguidos, e bens de capital (0,2%). O patamar de maio está 11,7% distante do pico da série da produção industrial, alcançada em junho de 2013.
Ano passado
Frente ao mesmo período do ano passado, a indústria registrou queda de 8,8% em maio de 2015, o 15 recuo seguido. No ano, até maio, a atividade fabril acumula baixa de 6,9%. Em 12 meses, a indústria caiu 5,3%, “o resultado negativo mais intenso desde dezembro de 2009”.
Na comparação anual, a maioria dos setores registrou queda. O maior recuo foi percebido na produção de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-32,4%), seguida por veículos automotores, reboques e carrocerias (-25,5%), máquinas e equipamentos (-20,8%), produtos de metal (-14,3%) e produtos alimentícios (-8,7%), entre outros. Apenas três atividades registraram avanço, com destaque para as indústrias extrativas (7,7%). (Anay Cury e Cristiane Caoli/AG)
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