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Política Deputada bolsonarista teme que Santa Catarina comece a ganhar imigrantes de esquerda

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Declaração de Júlia Zanatta ocorre após o Censo de 2022 mostrar o estado na liderança do ranking nacional de ganho populacional. (Foto: Câmara de Deputados/Divulgação)

A deputada federal bolsonarista Júlia Zanatta (PL-SC) afirmou que o fluxo migratório de moradores de outros Estados para Santa Catarina tem potencial de alterar o perfil conservador do eleitorado. A declaração ocorre após o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrar o Estado na liderança do ranking nacional de ganho populacional via migração entre 2017 e 2022.

“Quem chega nem sempre compartilha dos nossos valores (…) eles não podem vir para cá e votar na esquerda”, disse Zanatta, que ressaltou que o Estado “bem ou mal, com os políticos mais velhos, sempre se manteve longe da esquerda”.

A bolsonarista declarou também que “quem quiser migrar para Santa Catarina tem que ser para trabalhar e contribuir, além de respeitar nossas raízes e tradições”.

Destino histórico de nascidos em outros Estados que viajavam em busca de oportunidades, Rio de Janeiro e São Paulo, este último pela primeira vez, apresentaram saldos migratórios negativos no Censo 2022. Na contramão, Santa Catarina apresentou o maior saldo migratório e a maior taxa líquida de migração do país em 2022, com um ganho populacional de 354.350 pessoas — o que corresponde a 4,66% da sua população total. O fenômeno marca uma mudança significativa na dinâmica migratória brasileira.

Segundo Zanatta, o movimento migratório pressiona os serviços públicos em cidades como Chapecó e Criciúma. Entre as consequências citadas estão a superlotação em hospitais e a falta de vagas em creches.

“Começam a criar, por exemplo, loteamentos irregulares e fazerem uma ocupação desordenada”, completa a deputada, que citou o Rio de Janeiro como estado em que o cenário é predominante.

O Rio de Janeiro apresentou reversão ainda mais intensa. No mesmo período, o Estado teve a maior perda populacional do País em números absolutos, com saldo migratório negativo de 165.360 pessoas — ou pouco mais de 1,% da população residente em 1º de agosto de 2022.

A maioria dos fluminenses que deixou o Rio buscou destinos na própria Região Sudeste, sobretudo São Paulo (21,4%), Minas (17,7%) e Espírito Santo (7,3%). A última vez em que o Estado viveu esse cenário foi em 1991, quando houve um saldo de -0,54% moradores.

Já São Paulo, que sempre se destacou como o principal polo de atração e redistribuição populacional do País, abrigava 8,6 milhões de pessoas nascidas em outras Unidades da Federação em 2022 — o maior número do Brasil. No entanto, entre 2017 e 2022, mais pessoas saíram do estado do que chegaram. Nesse intervalo, 736 mil migrantes se mudaram para São Paulo, mas 826 mil paulistas fizeram o caminho inverso, resultando em um saldo migratório negativo de 90 mil pessoas, o primeiro da história desde a introdução da métrica de “data fixa” nos Censos, em 1991. (Com informações do jornal O Globo)

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Carlos Carlão
1 de julho de 2025 11:06

Nada de semente ruin.

Anderson Cardoso da Silva
1 de julho de 2025 16:02

S. C , não é terra de vagabundo..aqui não Jose

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