Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020

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Brasil Deputado do PSL dá cabeçada em colega e será levado ao Conselho de Ética

Autor da cabeçada, Julian Lemos (E) foi o coordenador da campanha de Bolsonaro no Nordeste. (Foto: Reprodução/Facebook)

O deputado federal Julian Lemos (PSL-PB), que também foi coordenador da campanha presidencial de Jair Bolsonaro no Nordeste, agrediu com uma cabeçada o seu colega de Câmara Expedito Netto (PSD-RO) no plenário da Casa Legislativa. Netto disse que vai denunciar o colega ao Conselho de Ética da Casa, que tem a prerrogativa de recomendar a cassação do mandato.

O imbróglio começou quando Lemos deu um empurrão no deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA). Expedito Netto foi repreender verbalmente o colega do PSL, que reagiu com a cabeçada. Nas redes sociais, o deputado Alexandre Frota (PSL-SP), ao comentar o fato, perguntou se o deputado Expedito Netto vai responder, no Conselho de Ética da Câmara, pelas “agressões verbais recentemente dirigidas a deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), quando disse, aos gritos, que ela era fraca e incompetente”. A deputada afirmou que também levará o caso ao Conselho de Ética.

Nota

Em nota enviada a revista Veja, o deputado Julian Lemos afirma que “membros da oposição ao governo e ele (Deputado Expedito Netto) vinham agredindo verbalmente a deputada Geovânia de Sá, que presidia a sessão. As ofensas chegaram a tal ponto, que até mesmo as deputadas da oposição ao governo saíram em defesa de Geovânia por entender que ali se tratava de agressões que queriam desmerecer a presidente por ser mulher”.

O parlamentar também diz que se aproximou de Expedito Netto para exigir respeito. “As imagens não deixam sombra de dúvida da inexistência de agressão física, pois não se percebe naquele momento nenhum movimento brusco por parte de Julian Lemos. Por fim, este episódio deixa claro, que para aqueles que estão contra o progresso do país, vale tudo, até mesmo diminuir uma parlamentar por ser mulher”.

“Teatro”

Julian Lemos negou ainda que tenha dado uma cabeçada no colega. “O cidadão puxou a minha camisa e me agrediu com palavras, reajo, mas não de forma agressiva. Aquilo é um grande teatro, e se eu fosse agredi-lo, ele não estaria no Conselho de Ética, e sim no hospital, por conta da minha estrutura física”, relatou.

Ao ser questionado se também iria levar o caso para o Conselho, o deputado negou. “Se ele tivesse me agredido, eu teria entrado no Conselho de Ética, mas ele apenas me provocou. Só entro se tiver processo por calúnia, mas não darei importância a isso”, declarou.

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