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Notícias Deputado morto há seis anos é usado como bode expiatório por suspeitos da Lava-Jato

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O ex-deputado José Janene, morto em 2010. Viúva e mais sete pessoas utilizaram parte do dinheiro oriundo do "mensalão" em operações bancárias. (Foto: Bernardo Hélio / Acervo / Câmara dos Deputados)

Ele é constantemente delatado, motiva ações da Operação Lava-Jato e vem sendo usado até como bode expiatório pelos suspeitos investigados. Morto há seis anos, o ex-deputado federal paranaense José Janene, do PP, é figura recorrente em audiências com o juiz Sérgio Moro ou em documentos. Sua presença é tão significativa que seu nome consta na primeira frase da delação do doleiro Alberto Youssef.

O relato começa com Youssef recordando que virou amigo de Janene em 1997. O peso de seu nome se explica pela influência que Janene exerceu na Petrobras nos mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva. Foi o ex-deputado quem indicou Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento da estatal em 2004. A partir daí, segundo os delatores e os investigadores, instalou-se na empresa um grande esquema de desvios e de pagamento de propina.

Mas, se delatores o apontam como mentor do esquema do qual também se beneficiaram, alguns réus usam o personagem em tentativas de minimizar crimes confessados ou mesmo se isentar de responsabilidade.

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