Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de novembro de 2015
Duas semanas depois de defender a cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Wladimir Costa (SD-PA) disse que renunciará à sua vaga titular no Conselho de Ética da casa. Ele nega ter sido pressionado, mas seu partido é um dos mais fiéis aliados de Cunha e poderá indicar um novo nome.
Costa já comunicou sua decisão ao presidente da legenda, Paulinho da Força (SP), que deve escolher outro parlamentar até terça-feira, quando será instaurado o processo contra o peemedebista no colegiado. “O escolhido tem que ser alguém que defenda e vote com o Cunha”, disse Paulinho.
Costa alcançou notoriedade por declarar, várias vezes, que não foi eleito para cassar mandatos de colegas. Há duas semanas, surpreendeu ao dizer que estava convicto da culpa do presidente da Câmara. Membro do conselho há oito anos, ele está licenciado até o dia 19 de novembro e havia dito que pretendia retornar para votar o processo de Cunha.
Agora, porém, alega que as suas condições de saúde não o permitem, pois passou por cinco cirurgias de coluna nos últimos meses. “Não vi a representação, a denúncia. Uma coisa é notícia de jornal, outra é o fato propriamente dito”, argumentou.
Para a sua vaga, estão cotados os deputados Genecias Noronha (CE), Fernando Francischini (PR) e Augusto Coutinho (PE), todos da bancada do SD. (AG)
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