Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de novembro de 2015
No Brasil, 300 mil pessoas morrem por ano de doenças associadas diretamente ao sedentarismo, uma a cada dois minutos, diz o médico Victor Matsudo, consultor da OMS (Organização Mundial de Saúde) para atividade física e coordenador da Rede de Atividade Física da América Latina. No mundo, são 5,3 milhões de mortes por ano. O vírus ebola, observa ele, matou cerca de 16 mil pessoas em 18 meses.
“De ontem para hoje, 154 mil pessoas no mundo morreram dessas doenças, principalmente as do coração. O sedentarismo é o fator de risco isolado, mas prevalente. A comunidade médica e científica demorou muito para acordar para o problema”, afirma Matsudo.
Especialistas compartilham a preocupação. “O sedentarismo é hoje o maior problema de saúde pública do País, o maior fator de risco isolado. É epidêmico e não recebe a devida atenção. Está na origem de uma série de doenças evitáveis”, diz o professor de cardiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro Claudio Gil Araújo.
O sedentarismo avança com a vida moderna, na qual se faz quase tudo sentado, no transporte, no lazer e no trabalho. Um exemplo está na exposição “Rio: primeiras poses – Visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930)”. A observação de fotos antigas revela como a maioria das pessoas era mais magra. À época, andava-se mais. Atividade física não é o mesmo que esporte, lembra Matsudo.
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