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Geral Ministros do PT são alvo de ataques de deputados do próprio partido na Câmara

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Valor é referente à campanha para o governo de São Paulo, em 2014. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Ao mesmo tempo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lida com a pressão do Centrão por cargos no governo, o Planalto precisa gerenciar as críticas feitas pela própria base petista, que se diz “frustrada”. Deputados reclamam do repasse orçamentário para a reforma agrária e do isolamento para dialogar com os principais ministros, todos do mesmo partido.

As principais queixas são com Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

Sobre Rui Costa, parlamentares criticam a atuação do ministro, alegando que não são atendidos por ele, e pleiteiam buscar Lula diretamente, sem passar pela Casa Civil. Em relação a Padilha, o deputado Marcon (PT-RS) disse que o ministro “ganhou muito poder”. O petista disse ainda que o ministério do Desenvolvimento Agrário, comandado por Paulo Teixeira, tem que ter mais humildade.

“Deram muito poder para o Padilha. Fui lá, do meu jeito, começamos a reunião em três na sala dele e terminamos (a reunião) em 12. Pessoal ia pular no Padilha”, afirmou Marcon. Ele contou a respeito de um diálogo que teve com o ministro. “Você foi na imprensa falar mal do Movimento (dos Trabalhadores Rurais sem Terra), você, que é o braço direito de Lula, dinheiro para a reforma agrária não tem, para o pobre não tem.”

A principal iniciativa da Casa Civil, o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), também foi criticada. “Me diz o que esse PAC tem para o pobre. Esse PAC vem para atender a demanda da maioria do dinheiro e a classe média”, afirmou Marcon. “Só para o ministério da Cidade é R$ 40 bilhões. E o ministério rural, que é o nosso? Olha a disparidade”, disse Airton Faleiro (PT-PA).

No caso de Paulo Teixeira, Marcon fala de uma indisposição em atender os deputados e em representá-los no diálogo com o presidente. “Faz cinco meses que não vou lá no ministério do Desenvolvimento Agrário. E quando eu vou, o ministro fica bravo”, afirmou. “O ministério do Desenvolvimento Agrário tem que ter mais humildade. O ministro é do PT e tem deputado que não vai lá tem cinco meses… Que tem alguma coisa errada, tem. Quem deveria nos representar (no Planalto) é o ministro. Mas se falamos, parece que ele se incomoda. Já que o chefe da Casa Civil não recebe a gente, temos que ir com Lula.”

A reunião aconteceu na quarta-feira (27), na Câmara dos Deputados, após parlamentares de esquerda celebrarem o fim da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, que encerrou sem aprovar relatório.

O governo enfrenta, ao longo dos últimos seis meses, uma série de conflitos com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), que representa o agronegócio no Congresso.

Em abril, o líder do MST, João Pedro Stédile, viajou em delegação com Lula para a China enquanto o registro de invasões de terra aumentava no Brasil. Em maio, como reação, a Câmara instaurou a CPI do MST. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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