Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2020
Dentro de casa, longe de uma exposição mais prolongada ao sol, com uma rotina toda diferente. Levanta a mão quem relaxou com o uso do filtro solar? Pois saiba que o hábito diário de passar o protetor, com fator mínimo de 30, continua sendo fundamental. Isso porque a janela padrão costuma bloquear os raios ultravioletas B, mas não o A, ou seja, a chamada luz visível que entra em casa pode envelhecer a pele, afetando a textura e causando rugas e manchas.
“A maioria das janelas filtra os raios UVB, para que você não fique queimado pelo sol sentado perto de uma. Mas os raios UVA podem penetrar pelos vidros. E eles degradam o colágeno rapidamente”, alerta a dermatologista Daniela Lemes. Recentemente, a médica fez um vídeo em seu perfil no Instagram chamando a atenção, ainda, para quem sofre com melasma. O protetor o tempo todo é ainda mais importante, nesse caso. Ao tomar sol, nem que por 10 minutos em casa mesmo, é preciso espalhá-lo em toda área do corpo que ficará exposta.
E, pasmem, até o forno pode favorecer o aumento das manchas escuras. Para quem anda frequentando muito a cozinha, Daniela explica que o efeito do infravermelho do calor é prejudicial e pode piorar o melasma: “Neste caso, aconselho borrifar um pouco de água termal no rosto e não abrir mão do filtro, que, mesmo sem sair de casa, pode ser com cor, fazendo assim uma barreira física”, aconselha. “O melasma só fica realmente protegido quando está totalmente coberto, então passe e dê uma olhada no espelho para conferir se não dá mais para ver as manchas”, emenda a dermatologista.
Se melasma não é um problema, dá para optar por um filtro sem base. A rotina sugerida é passar logo pela manhã e repassar no início da tarde. Se fizer exercícios e suar, pode lavar o rosto e reaplicar quantas vezes for necessário. E vale a regra: uma colher de chá de filtro para espalhar pelo rosto e pescoço.
Outro fator importante é a chamada luz azul, emitida não apenas pelo sol, mas por telas de computador, tablets e celulares. E em tempos de confinamento, só aumenta a permanência em frente aos dispositivos digitais, certo? A dermatologista Ana Coutinho, da Pierre Fabre, grupo francês de dermocosméticos que distribui no Brasil as marcas Avène, Darrow e Ducrey, aponta que estudos envolvendo os efeitos a longo prazo dessa luz são muito mais limitados do que os que envolvem os raios UVA e UVB, mas pesquisas já mostram que as telas contribuem para problemas de pele. “Estamos recebendo significativamente mais exposição à luz visível azul do que costumávamos receber apenas com a exposição ao sol. Esse excesso acaba produzindo danos cumulativos silenciosos e progressivos. Os principais estão relacionados ao estresse oxidativo com liberação de radicais livres tóxicos na pele produzindo quadros de inflamação contínua, alteração de pigmentação com perda da qualidade da pele no longo prazo”, esclarece a dermatologista.
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