Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Desemprego no Brasil vai a 6,5% em janeiro e atinge 7,2 milhões de pessoas

Compartilhe esta notícia:

Segundo o IBGE, a taxa subiu 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior

Foto: Gilson Abreu/AEN
Índice foi de 4,3% no segundo trimestre, de acordo com o IBGE. (Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN)

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, após fechar 2024 com o menor patamar de desocupação desde o início da série histórica, em 2012. O número veio levemente abaixo do esperado pelos analistas, que projetavam taxa de 6,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e foram divulgados nessa quinta-feira (27) pelo IBGE.

William Kratochwill, analista do IBGE, explica que o aumento no desemprego reflete fatores sazonais, uma vez que no início do ano os trabalhadores temporários contratados para suprir a maior demanda de final de ano acabam sendo dispensados.

“É notório que no primeiro trimestre do ano há sempre um aumento de desocupação devido à desligamentos de temporários. Há um componente também da renovação dos contratos do setor público, em saúde e educação, que também pode acontecer muito nesse período”, diz ele, explicando que muitas vezes os contratos da administração pública demoram a ser renovados, gerando uma lacuna de trabalhadores nesse período.

Ele acrescenta ainda que há ainda o fator das eleições municipais que ocorreram no ano passado e que resultam em uma troca de equipes no setor público.

Ainda assim, o analista da pesquisa destaca que o desemprego é o menor para os trimestres encerrados em janeiro desde 2014. Em sua avaliação, o movimento pode ser um retorno ao ciclo que havia antes da pandemia, quando a desocupação refletia mais essa sazonalidade. Nos anos de 2022, 2023 e 2024, foram observadas uma queda e duas estabilidades seguidas, respectivamente.

Renda

Já a renda real do brasileiro chegou a R$ 3.343 no trimestre, com crescimento de 1,4% ante o trimestre finalizado em outubro, que serve de base de comparação. Ante o mesmo período do ano passado, o aumento foi ainda maior, de 3,7%. De acordo com Kratochwill, a renda alta ainda é reflexo do mercado de trabalho aquecido.

“O estoque de trabalhadores disponíveis para ocupar posições está cada vez menor, então o preço do insumo tende a aumentar”, explica.

Mas ele destaca que há outro fator que pode explicar o aumento da renda, apesar do maior desemprego: a diminuição da taxa de informalidade, que saiu de 38,9% no trimestre anterior para 38,3%. Além disso, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado também caiu. Assim, quando há menos empregos informais e sem carteira, que costumam pagar salários menores, a renda tende a subir.

Ocupados

Cerca de 7,2 milhões de pessoas estavam desempregadas no País no período de novembro de 2024 a janeiro de 2025. É mais que em outubro, mas menos que relação a janeiro do ano passado. Para o IBGE, uma pessoa é considerada desempregada se não tem emprego mas está buscando uma vaga.

O número de pessoas ocupadas era de aproximadamente 103 milhões no fim do primeiro mês do ano, uma leva redução de 0,6%, após recordes sucessivos de ocupação.

A taxa e desemprego de janeiro mostra a segunda variação positiva após chegar ao menor nível de desocupação da série histórica no trimestre de setembro a novembro (6,1%).

Rendimento estável

Mesmo com a alta no desemprego, a renda subiu. Mas a massa de rendimento (a soma das remunerações de todos os trabalhadores) ficou estável, em R$ 339,5 bilhões. Em relação a igual período do ano passado, houve crescimento de 6,2% (mais R$ 19,9 bilhões).

“Ao observamos a variação em relação ao trimestre anterior, a população ocupada diminuiu em 0,6%, ou seja, existiam menos 641 mil trabalhadores ocupados e, ainda assim, a massa de rendimento permaneceu estatisticamente estável”, diz William Kratochwill, analista da pesquisa.

Na análise de economistas, esses dados mostram que a dinâmica dos salários ainda deve continuar pressionando a inflação.

Pnad x Caged

Novos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados na quarta (26). Os dados mostraram que 137.303 vagas formais de emprego com carteira assinada foram criadas em janeiro.

Tanto a pesquisa do Caged quanto a do IBGE mensuram o emprego, mas suas metodologias são diferentes. A do Caged só traz informações sobre trabalho com carteira assinada, com base no que as empresas informam ao ministério. Os dados são mensais.

Já a Pnad traz informações sobre trabalhadores formais e informais. A pesquisa é divulgada mensalmente, mas traz informações trimestrais. A coleta de dados é feita em 210 mil domicílios espalhados por 3.500 municípios, em todo o País. (O Globo)

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

7 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Fernando Krause
27 de fevereiro de 2025 13:48

Ué, o IBGE lulopetista não estava baixando estes números “fantásticos” ?????
O lulopetismo é uma fábrica de novas e velhas mentiras repetidas, além de promessas que não serão cumpridas!

Vanderlei Stefani
27 de fevereiro de 2025 21:02

Lula lança edital para túnel Santos-Guarujá, obra esperada há quase 100 anos

Artur Bando
27 de fevereiro de 2025 14:02

INCRIVEL….Chega ser Patetico…
Indice de Rejeição SOBE
Desemprego IBGE….CAI…

Marcelo Neuri Haag
27 de fevereiro de 2025 14:41

Fernando Krause: e olha que se fosse a esquerda na presidência nessa época o desemprego seria BEM maior, pois o sonho deles era fechar TUDO!

Fernando Krause
27 de fevereiro de 2025 14:29

Pandemia mundial entre 2020 e 2022, lembra?

Bidio Rosa
27 de fevereiro de 2025 14:07

Ataxa de Desemprego en 2022 ?

Anderson Cardoso da Silva
27 de fevereiro de 2025 20:57

Como..se o povo nem ovo compra mais este governo mente muito..manipulador..
Kkkkkkk

Santa Casa de Porto Alegre recebe doações da campanha Troco Amigo da Panvel
Rio Grande do Sul inicia 2025 com saldo positivo de 26,7 mil vagas de trabalho formais em janeiro
Pode te interessar
7
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x