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Porto Alegre Detentas do Instituto Penal Feminino de Porto Alegre realizam testes rápidos de doenças sexualmente transmissíveis

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Atualmente, o município disponibiliza nove equipes para atender cinco estabelecimentos prisionais.

Foto: Cristine Rochol/PMPA
Atualmente, o município disponibiliza nove equipes para atender cinco estabelecimentos prisionais. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

A equipe da unidade de saúde Bananeiras esteve no Instituto Penal Feminino de Porto Alegre (IPFPoa) na quarta-feira (28) para realizar ações de triagem de quatro doenças: hepatites B e C, sífilis e HIV. A campanha teve como público-alvo mulheres que cumprem pena em regime de semiliberdade. As participantes que apresentaram resultados positivos têm acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e serão acompanhadas pelas equipes.

Desde janeiro de 2024, a unidade de saúde Bananeiras tem intensificado a assistência médica no IPFPoa. Em setembro do mesmo ano, a presença de uma médica foi ampliada, com atendimentos duas vezes por semana. Além disso, o instituto conta com atendimento contínuo nas áreas de enfermagem, odontologia e farmácia. Atualmente, o município disponibiliza nove equipes para atender cinco estabelecimentos prisionais.

De acordo com a diretora do IPFPoa, Tatiane Silva, embora as apenadas possam se deslocar até unidades de saúde para realizar os exames, a presença dos profissionais no próprio instituto facilita o atendimento. “As consultas geralmente são agendadas para depois de 30 dias. Por isso, a presença da equipe no local é de grande importância, garantindo o acesso imediato aos cuidados necessários”, diz.

A ação contou com a participação de uma equipe de enfermagem e farmacêuticos e dentistas da Residência Multiprofissional em Atenção Primária à Saúde (Remaps), que realizaram os testes rápidos. O farmacêutico Adeilson Souza destacou a relevância de monitorar essa população, devido à vida sexual ativa das mulheres. “Em Porto Alegre, temos registrado altos índices de sífilis e HIV, o que torna fundamental o acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social”, afirma.

 

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Victor Saib
30 de maio de 2025 13:29

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