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Economia Devido à pandemia de coronavírus, atividade industrial tem queda recorde no Rio Grande do Sul

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O IDI-RS foi divulgado pela Fiergs

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Segundo a entidade, o petista terá que governar para a unificação do País. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Após registrar alta em janeiro e fevereiro, o IDI-RS (Índice de Desempenho Industrial), divulgado nesta quinta-feira (07) pela Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), teve uma queda recorde de 10,2% em março, feitos os ajustes sazonais. O mau desempenho é consequência da pandemia do novo coronavírus, que provocou uma crise na atividade industrial gaúcha, segundo a entidade.

“Os resultados mostram que os custos econômicos para conter a disseminação da pandemia, ainda que de forma parcial, levaram a indústria a um declínio em velocidade e profundidade sem precedentes. E isso é extremamente preocupante. Com a demanda muito fraca e com os impactos das restrições em toda sua extensão, a queda deve se intensificar em abril e novos recordes negativos devem ser observados”, afirmou o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

Ele ressaltou que as expectativas para o setor são pouco animadoras no curto prazo e a recuperação deverá ser lenta e gradual, tornando inevitável um novo declínio em 2020.

Entre os componentes do Índice de Desempenho Industrial, dois mostraram patamares de recuo sem precedentes: as horas trabalhadas na produção (-13%) e a utilização da capacidade instalada (-7,9 %). O faturamento real (-7,3%) e as compras industriais (-7,9%) também registraram baixas expressivas. A crise atingiu com força o emprego (-1,9%), que registrou a segunda maior queda desde janeiro de 2003. Apenas a massa salarial real (2,1%) cresceu, mas por conta do pagamento de participação em lucros.

Na comparação com março de 2019, mesmo com três dias úteis a
mais em 2020, a atividade industrial no Rio Grande do Sul registrou a maior contração desde maio de 2018: -6,5% . Com mais essa queda, o IDI-RS fechou o primeiro trimestre com retração de 3,3% ante os primeiros três meses do ano passado.

Na análise por setor, o recuo da atividade industrial no primeiro trimestre ocorreu na maioria das atividades analisadas, com variação negativa em dez das 17 abrangidas pela pesquisa. Máquinas e equipamentos (-10,7%) e veículos automotores (-4,1%) foram os setores com os maiores impactos negativos para o resultado.

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