Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A 30 de novembro de 2005, um dia após sua cassação pela Câmara dos Deputados, José Dirceu foi entrevistado pela Folha de São Paulo. Fez declarações que podem ser avaliadas dez anos depois:
1) sempre agiu por ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Não é verdade que algum dia exerci qualquer poder que não seja delegado pelo presidente. Sempre fui leal e respeitei a hierarquia do governo.”
2) Prometeu contar num livro quais “os erros e as limitações” do governo.
3) Desistia de lutar no Supremo Tribunal Federal para reaver o mandato.
4) Não queria o benefício da aposentadoria proporcional após 12 anos de mandato.
5) Não tinha interesse em voltar ao Poder: “Já cumpri meu papel na vida política do país. Não sou mais um homem público, sou um cidadão brasileiro. Não tenho mais poder nenhum”.
6) Afirmou que sua prioridade no momento era trabalhar para ganhar o sustento: “Eu não tenho dinheiro para pagar a pensão das minhas filhas no mês que vem. (…) Deixa a vida levar, como disse o Zeca Pagodinho.”
Nem tudo transcorreu como José Dirceu previa. Está preso e cumpre pena.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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