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Política Diante do avanço de Flávio Bolsonaro, Lula endurece discurso sobre segurança

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Presidente testa incorporar falas punitivistas e de combate à violência, com ênfase em integrantes de facções, pedófilos e agressores de mulheres

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente testa incorporar falas punitivistas e de combate à violência, com ênfase em integrantes de facções, pedófilos e agressores de mulheres. (Foto: Roberto Stuckert/PR)

Com o crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenções de voto ao Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta no endurecimento do discurso sobre segurança para buscar uma aproximação com o eleitor de centro. O petista já fez uma inflexão para incorporar um tom punitivista nas falas, e o movimento vai aumentar.

De acordo com a avaliação, a mensagem dialoga com o temor de grande parte da população: uma pesquisa Quaest do final do ano passado mostrou que 30% dos brasileiros afirmam que a violência é a sua principal preocupação.

Um outro levantamento despertou mais preocupação: o Datafolha divulgado ontem mostrou Flávio numericamente à frente pela primeira vez, com 46% no segundo turno, contra 45% do petista, uma situação de empate técnico.

Os dados revelaram ainda que 48% dos eleitores dizem não votar em Lula de jeito nenhum, enquanto 46% rejeitam o senador. Na semana passada, em entrevista ao ICL Notícias, o presidente adotou a lógica do “prende e solta”, frequentemente usada pela direita para criticar a impunidade em crimes violentos:

“Precisamos ter uma discussão profunda sobre o papel do Poder Judiciário. Os governadores todos se queixam: a polícia prende um ladrão, e dependendo da fama dele, é solto no dia seguinte”.

Dias antes, ao abordar o aumento no preço dos combustíveis, alguns abusivos, em decorrência da guerra no Oriente Médio, o presidente já havia afirmado que seria necessário “colocar alguém na cadeia”.

Lula também deve passar a defender o endurecimento de penas para agressores de mulheres. Embora tenha incluído em suas falas públicas o combate à violência de gênero, o entorno avalia que o petista precisa ser mais enfático quando abordar a punição dos agressores, algo defendido pela maioria da população.

Auxiliares veem essa fase como um teste para o discurso estar repaginado ao longo da corrida eleitoral. Tratar criminosos com mais rigor tornou-se ponto central da estratégia que busca eleitores não tão alinhados a Flávio.

As falas mais veementes devem ser direcionadas a pedófilos, integrantes de facções e agressores, afastando a imagem de benevolência da esquerda com o crime. Roubos de celular também vão entrar no discurso. Internamente, a campanha fala em “modernizar” o diálogo, o que, na prática, tem sido lido como o desafio do PT de atenuar a defesa de bandeiras históricas, voltadas para questões humanitárias de presos.

O presidente voltou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública, o que já havia prometido em 2022. O argumento é que agora a pasta pode sair do papel depois da aprovação da PEC da Segurança, que já passou pela Câmara e aguarda a análise do Senado.

“Estamos aspirando soluções de segurança baseada em evidência e em diálogo com Congresso. Ainda que isso signifique uma espécie de ênfase na expectativa da população, não é algo gratuito. É política baseada em evidência, com rigor e austeridade no combate ao crime organizado”, afirmou o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

Integrantes da base do governo no Congresso afirmam que o movimento precisa ser feito com mais velocidade. “Lula precisa rapidamente começar a falar para fora da bolha e trazer o discurso de punitividade na segurança”, afirma o líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG).

Outro grupo de aliados vê a mudança como um “cavalo de pau” arriscado, mas concorda com a necessidade de Lula explorar temas que a direita pauta com mais facilidade, como segurança, família, religião e propriedade. (Com informações de O Globo)

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Luis Henrique Silveira da Silva
12 de abril de 2026 13:27

O Lula tá senil, já está na hora dele colocar o pijama e ficar aos cuidados da Dona Janja , aproveitando pacas a aposentadoria

roque
12 de abril de 2026 11:06

A mídia é que faz as propagandas para o Flávio, colocando-o sempre em evidência. Além das pesquisas patrocinadas, que querem a extrema direita no governo.

box1
12 de abril de 2026 12:12
Responder para  roque

O chorume da política, se juntar o molusco e a cumpanheirada está feito o prato! 🐀🐀😂

Glaucio dos Santos Brum
12 de abril de 2026 11:03

Em vinte anos de governo do PT, o criminoso sempre foi tratado como vítima da sociedade e absolutamente nada foi feito a fim de barrar o crescimento das facções e do crime organizado, que chegou às proporções absurdas que temos hoje. Parece que o hipócrita agora se agarra mais uma vez aos seus discursos demagógicos sobre a segurança, com a finalidade de iludir aqueles que têm a memória curta. Recordam-se da operação “Shadow”, que investigou a venda de diversas drogas no estacionamento do STF? Esse é o Brasil governado pela esquerda, onde já se implorou pela vida de um traficante… Leia mais »

FLAVIO
12 de abril de 2026 09:39

Considerando o histórico de disputas anteriores com o Lula (PT), quem deve se preocupar e reforçar sua própria segurança é o Flavio Bolsonaro.

Eloa Gute
12 de abril de 2026 09:17

De que adianta conversa fiada e só acabar com saidinhas de criminosos que ele ganha pontos. Não é possível criminosos ter direitos de sair da cadeia e a maioria não volta! Aí é mais roubo, assassinato, assalto e muito mais trabalho para polícia.

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