Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 4 de janeiro de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O Tesouro Nacional informou à Imprensa que emitiu 40 bilhões de reais nesta segunda-feira. O objetivo é manter a carteira de títulos da autoridade monetária em “dimensões adequadas” para a condução da política monetária, isto é, controlar a inflação. Com a operação, o governo aumenta a dívida do setor público, que se aproxima de 2 trilhões e 800 bilhões de reais.
A presidente da República e o Ministério da Fazenda podem determinar a emissão quando querem. Ninguém da população chega perto deles para reclamar dos serviços públicos.
Governadores estaduais e prefeitos não têm autonomia para imprimir dinheiro se precisarem. A eles a população recorre, cobrando serviços públicos não prestados. A alegação de que não há recursos para a segurança, a saúde e a educação fracassa.
Ao emitir títulos, o governo aumenta a dívida do setor público. Para sustentá-la é preciso pagar aos bancos. Hoje, primeiro dia útil do ano, o governo já desembolsou 2 bilhões e 180 milhões de reais de juros, conforme o placar eletrônico jurômetro. Para fazer uma comparação: o orçamento total da Prefeitura de Porto Alegre em 2015 foi de 6 bilhões de 100 milhões.
Está dito tudo.
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