Quinta-feira, 30 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 6 de dezembro de 2015
Apesar de o Planalto ter declarado que tem pressa nos trâmites do impeachment, a presidenta Dilma Rousseff ainda não decidiu se fará a convocação extraordinária para suspender o recesso legislativo de janeiro.
A aposta número um do governo ainda é que o líder do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), consiga aprovar a chamada excepcional do Congresso nas férias e segurar o pedido de impedimento de Dilma.
A convocação poderá ser feita pela presidenta da República, por Renan, pelo chefe da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ou por requerimento da maioria dos integrantes das duas Casas para tratar em caso de urgência ou interesse público relevante. Para tanto, a rogativa tem de ser aprovada pela maioria absoluta dos políticos.
Caso a investida em Renan não tenha sucesso, a segunda opção do governo é que a própria presidenta peça a suspensão do recesso do Legislativo. Essa possibilidade, entretanto, ainda está sendo estudada com cuidado, pois, se a convocação fosse derrubada, o Executivo sofreria uma dura derrota antes mesmo do exame do impeachment em si.
O ato convocatório é votado primeiro na Câmara dos Deputados e depois no Senado. Ambas precisarão aprovar a suspensão do recesso. Na votação, os políticos não poderão apresentar emendas, ou seja, não poderão incluir na chamada o que gostariam que funcionasse.
Cabe ao autor do eventual pedido (Dilma, Renan ou Cunha) especificar o que estará em andamento.
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