Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de março de 2016
Depois de fracassar na tentativa de adiar a reunião do diretório nacional do PMDB, a presidenta Dilma Rousseff reuniu nesta quarta-feira (23) os sete ministros peemedebistas na tentativa de barrar o rompimento da sigla com o governo.
Junto com os demais colegas, a ministra Kátia Abreu (Agricultura) disse à mandatária que a ala governista contaria com 79 votos no diretório contra o rompimento, enquanto o grupo a favor da saída teria 66 votos. Três votos seriam indecisos.
Confrontado com a contagem, o grupo pró-rompimento, responsável pela antecipação da reunião do dia 12 de abril para 29 de março, diz preferir não fazer disputa pública sobre o placar da votação e aposta que os governistas terão uma surpresa. Os ministros peemedebistas reclamam que Temer não quis apoiar a manutenção da data original de 12 de abril para a reunião do diretório, acertada na convenção do partido, e que estaria contribuindo para a divisão da sigla.
O grupo do vice-presidente rebate dizendo que foi a ala governista, ao aceitar a nomeação de Mauro Lopes para a Secretaria de Aviação Civil, que apostou no confronto para ganhar a disputa. A convenção havia decidido que nenhum filiado aceitaria novo cargo em um prazo de 30 dias, até 12 de abril, quando o partido definiria se romperia com o governo.
A ala governista acusa Temer de querer apressar a saída do governo devido ao temor de que novas revelações da Lava-Jato acabem inviabilizando uma eventual posse do vice na Presidência, o que ele nega. A antecipação da convenção que vai decidir sobre o futuro do PMDB no governo mobilizou os ministros a agirem nos bastidores em defesa do Planalto. Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde) chegaram a afirmar que estão dispostos a deixar seus cargos para retornar à Câmara para votar contra o impeachment. (Folhapress)
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