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Economia Dilma pede a ministros que tentem desfazer clima de insegurança para os negócios no País

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Dilma Rousseff vai iniciar uma agenda bilateral no Estados Unidos. Orientação da presidenta é retomar a agenda positiva do governo e minimizar os abalos ao seu governo. Crédito: Reprodução

O Palácio do Planalto reforçou a estratégia de tentar amenizar o impacto provocado pela Operação Lava-Jato nas obras federais. Depois de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ter dito que barrar a participação de empreiteiras sob investigação nas licitações públicas é “abuso de poder”, foi a vez do titular da Aviação, Eliseu Padilha, bater na mesma tecla. “Vamos olhar para a frente, e não para o passado”, disse Padilha. “Há um programa em andamento, para concessões em portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, que não tem absolutamente nada a ver com a Lava-Jato”, emendou ele, em referência à segunda etapa do plano de investimento em logística, lançado no último dia 9, totalizando 198,4 bilhões de reais.
“Há uma expectativa que começa a melhorar e é claro que isso não acontece por milagre”, argumentou o ministro da Aviação Civil, que ajuda o vice-presidente, Michel temer, na articulação política. “Existe uma chefia de governo que faz com que isso aconteça e temos de capitalizar também esse aspecto positivo”, reforçou.
Em reunião com ministros que compõem a coordenação política, a presidenta Dilma Rousseff pediu aos auxiliares que desfaçam o clima de insegurança, prejudicial aos negócios, principalmente neste momento em que ela tentará atrair investimentos para o brasil no exterior.

A chefe do Executivo vai iniciar no dia 30 uma agenda bilateral no Estados Unidos, atendendo a um convite feito pelo presidente americano, Barack Obama. Na primeira parada da viagem, Nova York, ela terá reuniões com representantes do mercado financeiro, de fundos e de bancos americanos. Em Washington, a mandatária com empresários da área de infraestrutura, petróleo e gás e em São Francisco sua agenda será voltada à alta tecnologia.

Angústia.
Além da angústia com os últimos desdobramentos da Operação Lava-Jato, que prendeu recentemente os presidentes do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, há no PT e até em setores do governo a convicção de que o alvo da ação da Polícia Federal, agora, é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não sem motivo: Marcelo Odebrecht é o executivo de empreiteira mais próximo de Lula.

Em conversas reservadas, ministros do PT também consideraram “desastroso” o vazamento da reunião de Lula com religiosos, quando ele criticou a presidenta. “Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto e eu estou no volume morto”, afirmou Lula. “Todos estão em uma situação muito ruim. Estamos perdendo para nós mesmos.” No Planalto, a avaliação foi a de que o ex-presidente quis “transmitir um recado” para o governo e “deixou vazar” a conversa, contaminando ainda mais a relação com sua sucessora, que já não anda bem há tempos. Para piorar, Lula disse que o PT está velho e só pensa em cargos.

Apesar da crise sem fim, a presidenta procura reagir e retomar a agenda positiva. Dilma lançou o programa de incentivos às exportações. “Com o câmbio mais favorável, temos uma oportunidade ímpar para darmos novo status ao comércio exterior brasileiro, com ações exequíveis e consistentes de estímulo às exportações de bens e serviços”, disse a presidenta. “O plano é parte estratégica da nossa agenda de voltar a crescer.” Segundo a presidenta, o mercado interno é um “diferencial” que pode ajudar a impulsionar as exportações, acrescentando que a estratégia de estímulo ao comércio exterior envolve ainda visitas oficiais a outros países para celebração de acordos, e a eliminação de barreiras e entraves burocráticos. Não há nenhuma contradição entre a ampliação do mercado interno e a nossa conquista de mercados internacionais, há uma complementariedade”, disse. (AE)

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