Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de agosto de 2015
Com 71% de reprovação, a presidenta Dilma Rousseff (PT) superou os índices de rejeição do ex-presidente Fernando Collor (1990-1992) às vésperas do atual senador sofrer o processo de impeachment, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (06). Essa é a taxa mais alta de desaprovação já registrada pelo instituto. No levantamento anterior, realizado na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados avaliavam o governo Dilma como “ruim ou péssimo”. O grupo dos que consideram a atuação da petista “ótima ou boa” caiu de 10%, em junho, para 8% nesta pesquisa.
Até então, Collor era o recordista de impopularidade na série do Datafolha, com 9% de aprovação e 68% de reprovação em setembro de 1992. O cenário piorou para a mandatária também no que diz respeito a um eventual pedido de impeachment. Questionados se o Congresso deveria abrir um procedimento formal de afastamento, 66% dos entrevistados disseram que sim. No levantamento anterior sobre isso, realizado em abril, esse índice era de 63%.
Também aumentou a quantidade de pessoas que acham que ela será retirada do cargo, independentemente de suas opiniões sobre um eventual processo de impeachment. Em abril, 29% diziam que a presidenta seria afastada do Planalto. Agora, 38% afirmaram achar que Dilma sofrerá um impeachment.
Regiões
A reprovação à petista é homogênea em relação às regiões do País, com índices em patamares semelhantes em todas elas. A maior taxa de reprovação foi registrada na Região Centro-Oeste, 77%. No Sudeste e no Sul, 73% dos entrevistados disseram que o governo é ruim ou péssimo. O Datafolha entrevistou 3.358 pessoas com 16 anos ou mais em 201 municípios nas cinco regiões do País. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. (Folhapress)
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