Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de dezembro de 2015
Analistas políticos são unânimes em dizer que a presidenta Dilma Rousseff termina o ano fortalecida em sua luta para se manter no cargo, mas apontam alguns fatores que podem inverter essa tendência ou, no mínimo, manter seu governo fraco, ainda que ela não caia.
A principal vitória da presidenta foi a decisão do Supremo Tribunal Federal de barrar o rito para tramitação do impeachment proposto pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Outros fatores que a fortalecem, notaram os especialistas, são a falta de unidade em torno do vice-presidente Michel Temer como sucessor de Dilma e as graves denúncias que pesam sobre Cunha e acabam “maculando”, de certa forma, o processo de impeachment.
Por outro lado, ressaltam, a esperada piora da economia no primeiro semestre de 2016 e o risco de novas revelações e prisões dentro da Operação Lava-Jato podem criar um cenário muito negativo para Dilma. E o fato de a decisão sobre o impeachment ter ficado só para fevereiro, quando o Congresso retoma suas atividades após o recesso, potencializa esses riscos a dar mais tempo para eventuais desdobramentos negativos na economia.
Além disso, mesmo que Dilma sobreviva ao impeachment, ainda terá que enfrentar processos no Tribunal Superior Eleitoral cujos desfechos são imprevisíveis. Há quatro ações movidas pelo PSDB logo após a eleição de 2014. (AG)
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