Domingo, 11 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de agosto de 2020
O cantor, de 39 anos, pensou até em fazer uma lipoaspiração por ter muita dificuldade para eliminar os quilos a mais
Foto: DivulgaçãoNo final do ano passado, Diogo Nogueira passou a concentrar todos os seus esforços no emagrecimento e na “redução da massa gorda”. O cantor, de 39 anos, pensou até em fazer uma lipoaspiração por ter muita dificuldade para eliminar os quilos a mais.
Isso porque, ele iniciava as dietas e até conseguia emagrecer, mas manter o peso sempre era um desafio. O médico do artista, doutor Ricardo Lorenzoni, detalhou como Diogo finalmente conseguiu se reeducar e emagrecer seis quilos em três meses.
“A maior dificuldade do Diogo era sustentar os resultados, porque ele sempre recorria a dietas restritivas e acabava voltando aos hábitos antigos, o tal do efeito sanfona. Foi quando disse a ele que o efeito sanfona nada mais é do que voltar a fazer o que fazia antes de ter os resultados que teve. Ou seja, na verdade, o processo de emagrecimento se faz de fato com a mudança do comportamento e a reeducação”, explica Ricardo, que mantém o peso do artista em sigilo.
De acordo com o médico, quando o procurou, Diogo contou que fez uso de medicações para emagrecer anteriormente e não queria mais recorrer a esse tipo de tratamento. “Isso de certa forma foi excelente, porque desde o início ele se mostrou disposto a adotar novos hábitos, todos orientados de acordo com a sua rotina e preferência. Ouvi dele que nunca antes fez uma dieta tão gostosa e emagrecendo ao mesmo tempo”, celebra o médico, explicando que todo o plano alimentar do artista ficou a cargo da nutricionista Nathalie Lorenzoni.
Ricardo contou que a rotina de shows de Diogo não contribuía para que ele tivesse um dia a dia saudável. O cantor mantinha apenas uma rotina de atividades como surfe e musculação poucos dias na semana e também se queixava de não dormir adequadamente. “Ele tinha dificuldade para sustentar o sono, acordando diversas vezes na madrugada e sensação de fadiga ao longo do dia, com queda na performance esportiva”, lembra o médico.
Outro problema do cantor era o consumo frequente de alimentos ricos em carboidratos simples (basicamente farinha de trigo), como pizzas e massas. Além disso, ele consumia muitas fontes de derivados de leite e se queixava de azia, inclusive com necessidade de uso de medicação.
“Já no primeiro retorno para avaliação de exames, percebi alterações em marcadores como insulina, homocisteína (que no caso era devido à falta de vitamina B12 e ácido fólico e eleva o risco de doenças cardiovasculares), marcadores de inflamação (outro marcador para risco cardiovascular, elevação de ácido úrico (totalmente ligado a hábitos alimentares inadequados) e algumas carências de vitaminas e minerais”, recorda Ricardo.
O médico então mostrou ao cantor evidências da “fome oculta”. “Ela acontece quando o nutriente não consegue ser assimilado à célula e essa carência pode gerar acúmulo de gordura pelo corpo. Mesmo consumindo frequentemente carne vermelha, por exemplo, o Diogo apresentava carência de vitamina B12, o que mostra que nem tudo o que comemos absorvemos. Com isso, algumas intervenções foram feitas de forma injetável, com nutrientes diretamente na veia ou no músculo. Rapidamente os marcadores entraram na normalidade e mais tarde tornaram-se otimizados”, explica o médico.