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Mundo Diretor do Twitter disse que a expulsão de Donald Trump da plataforma é definitiva

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Impedimento valerá mesmo se Trump concorrer de novo à presidência dos EUA. (Foto: Reprodução)

O Twitter não permitirá que Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, volte à plataforma, mesmo que se candidate novamente, declarou nesta semana o diretor financeiro da empresa.

“Conforme nossas políticas, quando você é removido da plataforma, é removido da plataforma, seja você um comentarista, um diretor financeiro ou funcionário público atual ou anterior”, disse Ned Segal em uma entrevista à CNBC.

A expulsão de Trump do Twitter ocorreu depois que apoiadores extremistas do então presidente invadiram o Capitólio, no dia 6 de janeiro. Cinco pessoas morreram, e o episódio levou à abertura de um processo de impeachment contra o republicano. Na última terça-feira, o Senado ouviu a acusação contra Trump, uma das etapas do julgamento.

Depois da invasão ao Capitólio, além do Twitter, o Facebook e outras redes sociais bloquearam o ex-presidente. As empresas, em linha com a acusação apresentada no processo de impeachment, acusam Trump de usar as plataformas para promover a violência.

“Nossas políticas são elaboradas para garantir que as pessoas não incitem a violência”, disse Segal. “E se alguém o fizer, teremos que retirá-lo do serviço e nossas políticas não permitem um retorno.”

Trump tuiteiro

Trump foi um usuário frequente do Twitter ao longo da corrida à Casa Branca e em seus quatro anos no poder, usando a plataforma para anúncios políticos, para acertar contas com seus inimigos e para sua campanha política. Ele tinha mais de 80 milhões de seguidores quando sua conta foi suspensa.

Após as eleições de novembro, o republicano usava as redes para espalhar acusações infundadas de fraude eleitoral. Nesta semana, o estado da Geórgia abriu investigação criminal contra Trump por tentar reverter o resultado.

Processo de impeachment

Após a conclusão da argumentação da equipe de defesa de Donald Trump – que usou apenas uma parte das oito horas a que tinha direito – e da etapa de perguntas e respostas nesta sexta-feira (12), o julgamento do impeachment do ex-presidente no Senado avança com uma sessão extra marcada para este sábado.

A sessão está marcada para as 10h (12h em Brasília) e existe a previsão de que a votação para saber se Trump é ou não culpado aconteça às 15h (17h em Brasília), embora isso ainda possa ser alterado.

A defesa de Donald Trump argumentou na audiência desta sexta que o ex-presidente dos Estados Unidos não incitou a violência e que apenas se utilizou da mesma retórica que seus adversários políticos.

Aos senadores, o advogado Michael van der Veen chamou o julgamento de impeachment contra o ex-presidente de “cultura do cancelamento constitucional”. Na mesma linha, Bruce Castor Jr. disse que o debate sobre as falas de Trump visa a “criminalizar os pontos de vista”.

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