Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de dezembro de 2015
Após participar de reunião com a presidenta Dilma Rousseff e cerca de 30 juristas contrários ao impeachment da mandatária, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nessa segunda-feira que pensar que o impeachment pacificará o País é um “erro grosseiro”.
Cardozo voltou a alegar, como o governo tem feito desde a semana passada, que não há fundamento jurídico para o impeachment de Dilma e que os motivos que levaram o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, a acolher o pedido são inconsistentes.
“O Brasil demorou muitos anos para construir o estado democrático de direito e, pensar que, fora da Constituição, fora da lei, vai se conseguir pacificar o País e encontrar saídas para quaisquer uma das crises, é um erro grosseiro, um equívoco que não podemos concordar”, disse Cardozo em entrevista no Palácio do Planalto.
O ministro também explicou que os juristas entregaram à presidenta Dilma pareceres contrários ao processo aberto por Cunha, mostrando que não existe nenhuma justa causa na saída da petista da Presidência.
“Após a reunião, acho que algo ficou evidenciado: não existe legalidade nenhuma para abertura de processo de impeachment nos termos daquilo que está sendo discutido no Congresso. E algo que ficou subjacente, na fala de todos os juristas, é de que não existe pacificação nem unidade nacional fora da legalidade”, acrescentou. (AG)
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