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Brasil Dois meses depois, o Senado ainda não convocou o substituto do senador do dinheiro na cueca

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Afastado, o senador Chico Rodrigues será substituído pelo filho. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Dois meses depois do afastamento de Chico Rodrigues, senador flagrado pela Polícia Federal (PF) com dinheiro na cueca, o Senado não convocou um suplente.

“A convocação ainda não foi feita nem para o primeiro suplente. Torcemos para que tudo se resolva, e qualquer decisão do Chico e do primeiro suplente terá meu apoio”, afirmou o empresário Onésimo de Souza, o segundo suplente de Rodrigues.

O primeiro suplente do senador afastado é seu próprio filho, Pedro Arthur Rodrigues.

O regimento interno do Senado prevê que, após convocado, o primeiro suplente tem 30 dias para assumir o mandato, e o segundo suplente, outros 30.

A demora fez com que a Casa entrasse no recesso parlamentar com um senador a menos.

O Senado afirmou que seu regimento não fixa prazos para a convocação de suplentes.

As informações são da revista Época.

Caso

Chico Rodrigues foi flagrado com R$ 33 mil na cueca em outubro. O dinheiro foi encontrado durante uma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do parlamentar. O DEM, partido ao qual Chico Rodrigues é filiado, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acessar as investigações.

A operação apurou um suposto esquema de desvio de recursos públicos em Roraima. Rodrigues negou as acusações e afirmou à época que o dinheiro serviria para pagar funcionários.

Investigação

A investigação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU) apura desvios de cerca de R$ 20 milhões em emendas parlamentares destinadas para o combate à pandemia do novo coronavírus em Roraima.

Segundo a PF, um grupo criminoso formado por políticos, servidores e empresários fraudou licitações para contratar determinadas empresas pela Secretaria Estadual Saúde (Sesau) de Roraima.

A CGU identificou indícios de sobrepreço e superfaturamento nas contratações feitas pela pasta na compra de itens como Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e testes rápidos de detecção da covid-19.

De acordo com a investigação, há indícios de que o senador utilizou sua influência política para favorecer empresas privadas ligadas a ele durante os processos licitatórios feitos na pandemia. O esquema, segundo a PF, contou com a participação de políticos, empresários e servidores.

O senador tem negado todas as acusações e afirma não ter relação com nenhum ato ilícito. Em nota, o parlamentar afirmou:

“Volto a dizer, ao longo dos meus 30 anos de vida pública, tenho dedicado minha vida ao povo de Roraima e do Brasil, e seguirei firme rumo ao desenvolvimento da minha nação.”

“Acreditando na verdade, estou confiante na justiça, e digo que, logo tudo será esclarecido e provarei que nada tenho haver (sic) com qualquer ato ilícito de qualquer natureza. Acredito nas diretrizes que o grande líder e Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, usa para gerir a nossa nação”, disse.

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