Terça-feira, 26 de Maio de 2020

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Economia Dólar cai pela segunda vez e fecha o dia cotado em R$ 5,227

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Bolsa de valores disparou 3,08% em dia de recuperação.

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Bolsa de valores disparou 3,08% em dia de recuperação. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Em mais um dia de alívio, os mercados globais refletiram a desaceleração de casos do novo coronavírus registrada em diversos países da Europa e em alguns estados norte-americanos. O dólar caiu pelo segundo dia seguido, e a bolsa de valores continuou a recuperar-se, depois de fortes quedas na semana passada.

O dólar comercial encerrou a terça-feira (7) vendido a R$ 5,227, com recuo de R$ 0,064 (-1,2%). A divisa operou em queda o dia inteiro. Na mínima do dia, por volta das 10h30, chegou a atingir R$ 5,19.

O BC (Banco Central) interveio no mercado. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais, mas leiloou US$ 395 milhões em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Desse total, US$ 165 milhões corresponderam a contratos novos. Em 2020, o dólar comercial acumula alta de 30,24%.

O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), que tinha caído para abaixo dos 70 mil pontos no fim da semana passada, continua se recuperando. O indicador fechou o dia aos 76.358 pontos, com alta de 3,08%. Ao contrário dos últimos dias, o índice não seguiu as bolsas no exterior. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, encerrou o dia com queda de 0,12%, depois de ter subido mais de 7% ontem (6).

Há várias semanas, os mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia de coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

Petróleo

A guerra de preços de petróleo entre Arábia Saudita e Rússia continuou a interferir nos mercados. Os dois países estão aumentando a produção de petróleo, o que tem provocado queda mundial nos preços. A convocação de uma reunião de emergência da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para a próxima quinta-feira (9), pode indicar um acordo, mas uma alta sustentada nos preços só será possível se os Estados Unidos precisariam cortar a produção de petróleo ou de gás betuminoso.

A cotação do barril do tipo Brent, que na semana passada atingiu o menor nível em 18 anos, fechou com alta de 1,7%, aos US$ 33,30. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, subiram. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 2,54% nesta terça. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) tiveram alta de 3,99%.

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