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Economia Dólar sobe a R$ 5,18, maior valor em mais de dois meses; Bolsa brasileira recua

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A moeda norte-americana avançou 0,45%, encerrando o dia cotada a R$ 5,1798, após atingir a máxima de R$ 5,1951 durante a sessão.

Foto: Freepik
A moeda norte-americana avançou 0,45%, encerrando o dia cotada a R$ 5,1798, após atingir a máxima de R$ 5,1951 durante a sessão. (Foto: Freepik)

O dólar fechou em alta de 0,5%, cotado a R$ 5,1811 na venda, nessa segunda-feira (8), em meio à cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio e da expectativa por novos indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos. A moeda norte-americana avançou para próximo de R$ 5,20 durante a tarde, encerrando o dia na maior cotação desde 30 de março, quando atingiu R$ 5,2461. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 5,63%.

Na bolsa de valores, o movimento foi de realização de lucros. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda após trocar de sinal algumas vezes durante o pregão, pressionado principalmente pelas ações da Vale, enquanto WEG ajudou a atenuar a perda. A bolsa paulista começou a semana sob pressão do noticiário geopolítico no fim de semana, após novos confrontos entre Irã e Israel. O Ibovespa encerrou com queda de 0,21%, aos 168.668,72 pontos.

O mercado acompanhou os desdobramentos do conflito no Oriente Médio após Israel e Irã trocarem ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo firmado em abril. A nova escalada ocorreu depois que Israel realizou uma ofensiva em Beirute, no Líbano, durante o fim de semana. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra território israelense, provocando novos bombardeios por parte das forças israelenses.

As tensões geopolíticas impulsionaram os preços do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global, avançou 1,36% e foi negociado a US$ 94,36. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 0,92%, para US$ 91,37 o barril.

A valorização da commodity preocupa investidores porque pode ampliar as pressões inflacionárias em diversas economias, incluindo o Brasil. Combustíveis mais caros tendem a elevar custos de transporte e produção, afetando a inflação e as expectativas para a política monetária.

No cenário doméstico, o mercado também repercutiu a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. O relatório mostrou que analistas elevaram pela 13ª semana consecutiva a projeção para a inflação brasileira em 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,09% para 5,11%.

Além disso, os economistas reduziram as apostas em cortes mais intensos da taxa básica de juros. A expectativa para a Selic no fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,5% ao ano, refletindo a percepção de que a inflação pode permanecer pressionada por mais tempo.

Ao longo da semana, investidores também devem acompanhar a divulgação de novos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), eventos que podem influenciar os mercados globais e o comportamento dos ativos brasileiros nos próximos dias.

No exterior, as atenções seguem voltadas para a tentativa de retomada do cessar-fogo no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender um acordo para interromper os confrontos e afirmou que Israel e Irã continuam negociando uma nova trégua, apesar dos recentes ataques.

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3 Comentários
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César
8 de junho de 2026 22:56

Este bolsonarista do Campos Neto é bem canalha. Ops! Mas é o Gabriel Galipolo nomeado pelo COMEDOR DE PACA. Bah. A EXTREMA ESQUERDA é uma piada mesmo.

Eloa Gute
8 de junho de 2026 20:30

Nossa, o Dólar, 5,17 e muito alto

Lauro José Junges
9 de junho de 2026 10:12
Responder para  Eloa Gute

Você sabia que um Dólar alto estimula a competitividade e aumenta as exportações, cria mais empregos e ajuda a balança comercial e por outro lado inibe as importações ajudando a industrias nacional?????
LOGO NÃO FALE MAL QUANDO O DÓLAR VALORIZA.
Em verdade o Real está se desvalorizando.

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