Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2021
Depois de esbarrar nos R$ 6, o valor do dólar em comparação ao real começa a baixar, acompanhando a perspectiva positiva de valorização da moeda brasileira, beneficiada pela expectativa do fim da pandemia. Apesar de a vacinação avançar lentamente no Brasil, a tendência é um cenário otimista para os próximos meses de 2021.
Na última publicação do Relatório Focus, divulgado pelo BC (Banco Central) no dia 5 de julho, a previsão do dólar para o segundo semestre deste ano é de R$ 5,04. Para 2022, a expectativa é de R$ 5,20. Nesta quarta-feira (6), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,24, com alta de R$ 0,031 (0,6%).
Para o BTG Pactual, o valor deve cair ainda mais, chegando a R$ 4,90 até dezembro e em R$ 5,20 no ano que vem. Enquanto a avaliação dos mercados doméstico e internacional devem melhorar, conforme o ritmo da vacinação acelera e reformas no congresso avançam, a deterioração de contas públicas continua a representar um risco, segundo o banco.
Outro fator positivo e que afeta na valorização da nossa moeda é a alta prevista para o Produto Interno Bruto (PIB), que passou de 3,14% para 3,21% de crescimento, de acordo com dados do Focus. Já a elevação da produção industrial no País foi de 5,03% para 5,50%. Por fim, a relação entre dívida líquida no setor público e PIB seguiu em 65%.
Por se tratar de uma moeda que serve como referência internacional, o dólar interfere na economia de vários países, na inflação, em transações internacionais, na produção rural e de bens de consumo. Isso porque muitos insumos e matérias-primas têm origem nos Estados Unidos, além do mercado de exportação ser padronizado em dólar.
Os setores que ganham com a alta da moeda são:
– Balança comercial (a importação fica mais cara, e a exportação mais barata, o que faz mais dinheiro entrar no País);
– Exportadoras (empresas que recebem em dólar e ganham em competitividade no exterior);
– Mercado interno (o agronegócio e as indústrias nacionais se fortalecem, pois tornam-se alternativas mais baratas);
– Turismo nacional (quando viagens para fora do território nacional ficam mais caras, turistas optam por viagens dentro das fronteiras).
Já os setores que perdem com a alta da moeda são:
– Consumidores (produtos e serviços se tornam mais caros e afetam diretamente o poder de compra);
– Importadoras (ao contrário das exportadoras, essas organizações compram insumos e/ou serviços estrangeiros, tendo seus custos de produção aumentados);
– Turistas internacionais (quem marcou uma viagem para países que trabalham com dólar vai, obviamente, gastar mais durante a experiência).
Influência
Para entender a influência da taxa de câmbio nos investimentos em renda fixa ou variável, é preciso entender a relação entre oferta e demanda das moedas, ficando atento à volatilidade do mercado. As informações são do site E-investidor, do jornal O Estado de S. Paulo, e da Agência Brasil.
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