Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2021
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (7) que o patamar atual do câmbio favorece o turismo brasileiro porque famílias ricas estão trocando viagens para o exterior por destinos dentro do país.
“Hoje, com o dólar a 5 (reais) como está hoje, o que está acontecendo? Famílias humildes do Brasil inteiro estão se beneficiando porque essa família rica, entre aspas, em vez de estar indo para a Disneylândia levando funcionários e uma porção de gente, estão viajando pelo Brasil”, disse.
“O turismo pelo Brasil está subindo fortemente. Todo mundo que tem pousada, gente simples do interior da Bahia, na costa de Pernambuco, todo mundo está se beneficiando do turismo local”, emendou.
Segundo o ministro, anteriormente o dólar estava “artificialmente” lá embaixo e as pessoas passavam férias lá fora, levando a família e todo mundo.
As declarações foram dadas em audiência pública nesta quarta-feira na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.
Paulo Guedes também disse a deputados que a economia brasileira está decolando, contra todas as expectativas, melhor do que muitos países mais desenvolvidos, e o Produto Interno Bruto deve crescer entre 5 e 5,5% neste ano.
Segundo Guedes, a recuperação da economia neste ano, ainda em meio à pandemia, excedeu o esperado. “O Brasil já está de pé, já está decolando outra vez, numa boa velocidade, contra todas as expectativas. Isso está acontecendo com todos os indicadores nossos. Isso está acontecendo na arrecadação, que está vindo bem acima do esperado. Isso está acontecendo na produção industrial, isso está acontecendo no consumo de energia elétrica, no consumo de combustíveis. Então o Brasil se levantou novamente, e eu digo que isso é uma demonstração de resiliência da democracia brasileira”, afirmou.
O ministro atribui parte dos resultados à concessão de benefícios como o auxílio emergencial. “Supostamente, os países mais avançados deviam ter um regime democrático mais flexível, com melhores respostas do que o nosso. Mas quem deu as melhores respostas à crise fomos nós. Foi a primeira vez e foi o único país em que uma recessão não destruiu empregos formais.”
De acordo com Guedes, é a própria pandemia que “dá o timing” do pagamento do auxílio e, portanto, em novembro e dezembro o benefício já deverá ser extinto, com o retorno do pagamento do Bolsa Família.
O ministro também ressaltou que o Brasil é o único país que, em meio à pandemia, está discutindo reformas estruturais. Com relação à reforma administrativa, disse que “é a valorização da qualidade do serviço público, a modernização, a nova administração pública brasileira, mas respeitando todos os direitos do funcionalismo público atual”.
Quanto à reforma tributária, afirmou que é uma redistribuição de encargos: “Quando nós encontramos uma nova base de incidência, que são os dividendos, você pode reduzir os impostos para empresas e para assalariados. Não adianta jogar impostos em cima de 30 milhões de brasileiros com renda relativamente baixa, enquanto do outro lado 20 mil proprietários de capital receberam R$ 400 bilhões de dividendos e tiveram uma isenção de R$ 50 ou $60 bilhões.” As informações são da agência de notícias Reuters e da Agência Câmara de Notícias.
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