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Economia Dólar dispara e passa de R$ 5 pela primeira vez na história

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Com o salto desta quinta-feira (12), o avanço da moeda dos EUA no ano chega a quase 25%

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Com o salto desta quinta-feira (12), o avanço da moeda dos EUA no ano chega a quase 25%. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O dólar opera em forte disparada nesta quinta-feira (12), batendo R$ 5 pela primeira  vez na história, em mais um dia de turbulência nos mercados, após a OMS (Organização Mundial de Saúde) ter classificado o surto como uma pandemia e depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, proibiu viagens da Europa para os Estados Unidos por 30 dias.

Às 9h18, a moeda norte-americana subia 5,53%, a R$ 4,9827. Na máxima até o momento chegou a R$ 5,0277 – nova máxima nominal (sem considerar a inflação) já registrada no País. Com o salto desta quinta-feira, o avanço no ano chega a quase 25%.

A disparada aconteceu apesar do anúncio do Banco Central de leilão de venda à vista de até US$ 2,5 bilhões para esta manhã, cancelando o anúncio de venda de até US$ 1,5 bilhão feito no dia anterior.

Na véspera, o dólar encerrou o dia a R$ 4,7215, em alta de 1,65%. Na semana, o dólar acumulou até o leilão de quarta-feira alta de 1,88%. Na parcial do mês, o avanço é de 5,37%. Em 2020, a alta chegou a 17,75%.

Pesava também no mercado de câmbio nesta quinta-feira a derrota sofrida pelo governo no final da tarde de quarta-feira, após o Congresso Nacional derrubar o veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), com impacto estimado em cerca de R$ 20 bilhões já no primeiro ano.

Em razão do impacto orçamentário da medida, o mercado enfrenta agora outro vetor de risco, do lado fiscal brasileiro, o que aumenta as incertezas sobre as relações entre Executivo e Legislativo, e sobre o ritmo de recuperação da economia brasileira.

Cena externa

Do lado externo, os mercados globais reagiam nesta quinta à decisão do presidente americano, Donald Trump, que suspendeu por 30 dias viagens de estrangeiros procedentes de Europa aos Estados Unidos, numa tentativa de travar a rápida propagação do coronavírus.

Trump anunciou outras medidas para sustentar as empresas norte-americanas e promover o crescimento, mas alguns investidores não se mostraram convencidos de que a economia global pode se recuperar rapidamente conforme crescem as preocupações de que o número de infecções pode aumentar rapidamente em todo o mundo.

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2 Comentários
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Laila Mendez
12 de março de 2020 13:49

Não é o dolar que ‘sobe”. É o real que, mais uma vez, fica desvalorizado.

Correia Helis
2 de junho de 2021 23:27

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