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Brasil Dólar perde força após bater 3,48 reais, mas fecha no maior valor em 12 anos

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Juros mais altos nos EUA, promovidos pelo Fed (o banco central norte-americano), podem atrair para o país recursos aplicados em outros mercados, como o Brasil. (Foto: Richard Drew/AP)

Depois de abrir em baixa, o dólar mudou de direção e fechou em alta novamente nesta terça-feira (4), após três dias de ganhos, e voltou a atingir o maior valor em 12 anos. A moeda norte-americana terminou o dia a 3,4642 reais, em alta de 0,28%.

No ano, o dólar acumula valorização de 30,30% sobre o real. Na máxima do dia, chegou a 3,4885 reais, com alta de quase 1%. Mais cedo, a moeda chegou a recuar, atingindo 3,4297 reais.

“A cautela continua dominando o ambiente do câmbio interno”, escreveu o operador da corretora Correparti, Jefferson Luiz Rugik, em nota a clientes. Ele ressaltou, no entanto, que os mercados globais mostravam um tom “mais ameno, embalados pela subida das bolsas chinesas e pela recuperação das commodities”, segundo a Reuters.

As bolsas chinesas perderam mais de 30% de seu valor desde que atingiram um pico em junho, alimentando preocupações nos mercados globais. Nesta sessão, contudo, as ações avançaram, após autoridades do país anunciarem novas medidas para combater vendas a descoberto.

O mercado também repercute a expectativa de alta de juros nos Estados Unidos em setembro após as declarações do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, de que teria de sofrer “uma deterioração significativa” para ele não apoiar uma alta das taxas em setembro, informou o Wall Street Journal à tarde.

Juros mais altos nos EUA, promovidos pelo Fed (o banco central norte-americano), podem atrair para o país recursos aplicados em outros mercados, como o Brasil. Nesse contexto, o dólar passou a subir em relação a uma cesta de moedas.

No Brasil

Investidores temem que golpes à credibilidade do país afastem capitais do mercado local e dificultem a aprovação de importantes medidas no Congresso Nacional.

“O cenário interno aqui está muito complicado. Não vai ser um dia de alta na China que vai mudar isso”, disse à Reuters o operador de uma corretora nacional, sob condição de anonimato.

Nesta manhã, o BC (Banco Central) brasileiro deu continuidade ao seu programa de interferência no câmbio, seguindo a rolagem dos contratos que vencem em setembro. O BC vendeu a oferta total de até 6 mil contratos, que equivalem a venda futura de dólares. Ao todo, o BC rolou o correspondente a 582,9 milhões de dólares, ou cerca de 6% do lote total, equivalente a 10,027 bilhões de dólares.

Na segunda-feira (3), o dólar fechou vendido a 3,4545 reais, em alta de 0,87%, depois que o Banco Central sinalizou que não vai aumentar suas intervenções no câmbio mesmo após a moeda saltar às máximas em 12 anos, uma pressão cada vez maior sobre a inflação. (AG)

 

tags: CHGdólar

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