Domingo, 05 de Abril de 2020

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Economia Dólar ultrapassa R$ 4,50 pressionado pelo temor com novo coronavírus

Moeda dos EUA sobe pela sétima sessão consecutiva, em meio aos persistentes temores sobre a expansão do coronavírus e impactos na economia global

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Moeda dos EUA sobe pela sétima sessão consecutiva, em meio aos persistentes temores sobre a expansão do coronavírus e impactos na economia global. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (27), atingindo pela primeira vez a cotação de R$ 4,50 e subindo pela sétima sessão consecutiva, em meio aos persistentes temores sobre a expansão do coronavírus e impactos na economia global.

Às 12h34min, a moeda dos EUA era negociada a R$ 4,4861, com alta de 1,03%. Na máxima, até o momento, chegou a R$ 4,5016. Já o dólar turismo era negociado ao redor de R$ 4,70, sem considerar a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O Ibovespa opera em queda de mais de 1% nesta quinta-feira, após tombo de 7% na sessão anterior. Na véspera, o dólar fechou em alta de 1,10%, a R$ 4,4407, renovando recorde de fechamento nominal (sem considerar a inflação), em meio ao avanço da epidemia de coronavírus pelo mundo e com a confirmação do primeiro caso no Brasil.

Na máxima da sessão, chegou a R$ 4,4475, até então a maior cotação nominal intradia já registrada no país. No mês, o dólar acumulou alta de 3,63%. Em 2020, já subiu 10,75%.

A forte alta nesta quinta-feira acontece mesmo após o Banco Central realizar neste pregão leilão extraordinário de até 20 mil swaps tradicionais com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, conforme anunciado na quarta-feira, no qual vendeu todos os contratos ofertados.

Tensão global

O número de novas infecções por coronavírus na China, fonte do surto, foi pela primeira vez superado por novos casos no restante do mundo na quarta-feira (26), aumentando os temores de uma pandemia.

“O impacto do coronavírus continua sendo uma incógnita e uma ameaça para a economia mundial”, resumiu em nota Jefferson Rugik, da Correparti Corretora, citando movimentos de proteção.

Por conta de fluxos elevados de capitais para mercados de menor risco, o dólar segue se valorizando frente a outras moedas, em especial moedas de países emergentes como o real.

No exterior, as principais bolsas europeias operam em queda de mais de 3%, após mais empresas alertarem que o surto afetará seus lucros e resultados, incluindo Microsoft e AB InBev.

Na China, as bolsas fecharam em leve alta, com um menor número de mortes devido ao coronavírus e após o governo sinalizar mais suporte para a economia doméstica. No Japão, índice Nikkei fechou em queda de 2,13% e, em Seul, o índice KOSPI perdeu 1,05%.

Os preços do petróleo caíam mais de 2% nesta quinta-feira, no quinto dia consecutivo de perdas, para o menor nível desde janeiro de 2019. O petróleo Brent caiu abaixo de US$ 52 o barril, enquanto que petróleo dos Estados Unidos recuou para menos de US$ 47 por barril.

Embora o maior número de casos confirmados e os principais impactos ainda estejam concentrados na China, os temores de uma pandemia intensificaram-se com autoridades pelo mundo lutando para prevenir a disseminação do vírus, que já foi registrado em cerca de 30 países, gerando interrupção de produção e consumo na China, e também a paralisação de algumas atividades em países como Coréia do Sul, Japão e Itália.

No Japão, todas as escolas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio foram orientadas nesta quinta a ficar fechadas até o fim das férias da primavera em abril para ajudar a conter o surto.

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