Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de junho de 2019
O governo do presidente Donald Trump decidiu nesta semana cortar os serviços de educação, recreação e assistência jurídica a menores imigrantes não acompanhados que são mantidos em abrigos federais, informou nesta quarta-feira (5) o Departamento de Saúde em um comunicado. As informações são da agência de notícias AFP.
“Esta semana, o Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR) indicou às concessionárias que vai reduzir ou descontinuar o aporte para os menores não acompanhados que não estão sob custódia por motivos relacionados diretamente com a proteção da vida e da segurança”, disse o Departamento Saúde e Serviços Sociais em um comunicado enviado à AFP.
Atividades afetadas
Entre as atividades afetadas, o jornal The Washington Post informou que estão incluídas as aulas de inglês e de futebol.
A Agência de Proteção Alfandegária e de Fronteira (CBP na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira que foram detidos mais de 144 mil de imigrantes na tentativa de atravessar do México para os EUA. Segundo as autoridades, a maioria dos detidos em maio era formada por famílias da Guatemala, de Honduras e de El Salvador.
Detidos na fronteira
Desde o início do ano, 56.278 menores não acompanhados foram detidos na fronteira, no entanto nem todos foram levados sob custódia.
O Departamento de Saúde disse no comunicado que “recursos adicionais são urgentemente necessários para o bem-estar das crianças, para as operações de libertação e para aumentar a capacidade de acolhimento”. O órgão também enfatizou que o governo tem alertado o Congresso sobre o número crescente de casos.
Prioridades e foco
O congressista democrata Adriano Espaillat publicou no Twitter que “mais uma vez #DonaldTrump está administrando mal as suas prioridades e o foco de seu governo continua sendo atacar os imigrantes jovens, impedindo que eles tenham aulas de inglês, atividades físicas e assistência jurídica”.
Poder legal
A ORR tem o poder legal de prestar cuidados e ter a custódia de crianças imigrantes não acompanhadas até que sejam liberados aos cuidados de seus pais ou parentes próximos, enquanto os seus casos são processados.
Funcionários do CBP disseram que o fluxo de chegada de imigrantes em situação irregular é o mais alto desde 2006. Desde o último mês de outubro, 667 mil imigrantes entraram no país.
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