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Mundo Donald Trump deu uma volta com a limusine presidencial nas 500 milhas de Daytona

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Presidente participou da abertura da corrida mais popular dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu uma volta nas 500 milhas de Daytona no domingo (16), em sua limusine presidencial, recebendo aplausos dos fãs da corrida de maior prestígio no país. Antes, o Air Force One fez um sobrevoo sobre o estádio lotado.

Ampliando ainda mais seu esforço em busca da reeleição em todo o país após ter sido absolvido no julgamento de impeachment no Senado dos EUA, Trump fez a abertura do evento anual da Nascar, que acontece no estado da Flórida. Outros presidentes como Ronald Reagan e George W. Bush também participaram do evento durante seus mandatos.

Trump foi conduzido na limusine presidencial conhecida como “A Besta” diretamente para a pista de corrida, juntamente com sua carreata. Depois de conversar com os pilotos e fazer alguns comentários no microfone, exaltando o evento, ele deu início à corrida: “Senhores, liguem seus motores!”, gritou, para delírio da torcida presente.

Os motores aceleraram e Trump voltou à limusine com sua mulher, Melania, para dar uma volta na pista, com os carros de corrida atrás. Alguns fãs gritaram “Mais quatro anos” enquanto Trump estava lá. Logo após o início, a corrida foi adiada por causa do tempo chuvoso.

A Flórida é um dos poucos Estados americanos que oscilam entre democratas e republicanos nas eleições presidenciais. Trump ganhou o Estado em 2016, onde ele tem campos de golfe e uma casa que agora é considerada sua residência principal.

Interferência na Justiça

Um dia depois de o secretário de Justiça dos EUA, William Barr, dizer que os ataques de Donald Trump ao departamento “tornam o seu trabalho impossível”, o presidente foi ao Twitter, na última sexta-feira (14), reafirmar o que considera ser o seu “direito de interferir” em decisões da Justiça.

“‘O presidente nunca me pediu para agir em um caso criminal'”, escreveu Trump, citando uma frase de Barr. “Isso não significa que eu não tenha, como presidente, o direito legal de fazê-lo, eu tenho, mas até agora escolhi não usar esse direito”, continuou o ocupante da Casa Branca, ao fim de uma semana em que sua interferência no processo criminal contra um amigo e aliado político, Roger Stone, levantou questões sobre a erosão da independência do Judiciário americano.

A mensagem de Trump foi uma resposta à entrevista de Barr à ABC News, na quinta-feira, quando ele disse que os frequentes ataques do presidente ao Departamento de Justiça, na maior parte via Twitter, tornaram o seu trabalho “impossível” e afirmou que não seria “intimidado nem influenciado por ninguém”.

As declarações de Barr — no cargo desde o ano passado e considerado um dos nomes principais na estratégia de defesa do presidente no julgamento do impeachment que terminou com a absolvição de Trump pelo Senado — são relacionadas a críticas de Trump ao desfecho do processo contra Stone. Aliado de longa data do presidente e há décadas estrategista do Partido Republicano, Stone foi considerado culpado de mentir sob juramento e tentar impedir o depoimento de uma testemunha, inclusive com uso de força. O processo está ligado à investigação sobre a influência russa nas eleições de 2016, vencidas pelo republicano.
Inicialmente, os promotores defenderam uma pena entre 7 a 9 anos para Stone. Mas, pouco depois, o próprio Trump foi ao Twitter atacar a decisão, dizendo que o estrategista, de 67 anos, estava recebendo um tratamento muito rígido e que a pena proposta era “injusta”. Depois dos comentários, o Departamento de Justiça interveio, pedindo uma pena mais leve. A repórteres, o presidente disse que não interferiu no caso, mas elogiou Barr por “tomar as rédeas de um caso que estava totalmente fora de controle e, talvez, nunca devesse ter sido aberto”. Diante do imbróglio, quatro promotores ligados ao processo pediram demissão, e outros profissionais do Departamento de Justiça temem que decisões futuras sejam influenciadas por questões políticas.

Apesar das reclamações sobre o comportamento do presidente nas redes sociais, Barr disse que jamais falou sobre o caso com ele. Tradicionalmente, nos EUA, o presidente não interfere em ações judiciais, ainda que tenham impacto político.

 

 

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