Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de janeiro de 2020
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira (31) que a fase 1 de um acordo comercial norte-americano com a China será assinada no dia 15 de janeiro na Casa Branca. O presidente escreveu no Twitter que assinaria o acordo com “representantes de alto nível da China” e que mais tarde viajaria a Pequim para iniciar negociações na próxima fase. O acordo da primeira fase foi fechado em dezembro. As informações são da agência de notícias Reuters.
“Assinarei a ampla e abrangente fase 1 do acordo comercial com a China no dia 15 de janeiro. A cerimônia ocorrerá na Casa Branca, com a presença de representantes de alto nível da China. Após essa data, viajarei para Pequim para negociar a fase 2 do acordo”, disse Donald Trump, em rede social.
Na véspera, o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, já havia sinalizado que a fase 1 do acordo seria celebrada em janeiro. Na ocasião, ele disse que espera que nenhum obstáculo atrapalhe a assinatura do tratado.
A fase 1 do acordo, firmado no início deste mês, deve reduzir as tarifas e impulsionar as compras chinesas de produtos agrícolas, energia e manufaturados norte-americanos. Além disso, o tratado deve abordar algumas disputas sobre propriedade intelectual.
No entanto, nenhuma versão do texto foi tornada pública e as autoridades chinesas ainda não se comprometeram publicamente com as principais questões, como aumentar as importações de produtos dos EUA para US$ 200 bilhões, quase dobrando as exportações dos EUA para a China.
Trump anunciou pela primeira vez planos para um pacto comercial inicial em outubro, e os negociadores dos dois países passaram semanas finalizando a chamada fase 1, que substitui o enorme tratado que as duas maiores economias mundiais buscavam inicialmente.
Ataques aéreos
Manifestantes enfurecidos por ataques aéreos dos Estados Unidos no Iraque realizaram um violento protesto no lado de fora da embaixada norte-americana em Bagdá na terça-feira, ateando fogo e atirando pedras, enquanto forças de segurança e guardas lançavam gás lacrimogêneo e granadas de choque para repelir os ataques.
Em Washington, o presidente Donald Trump acusou o Irã de orquestrar a violência e disse que Teerã seria responsabilizada. Mais tropas norte-americanas foram enviadas à embaixada, disseram oficiais americanos.
Os protestos foram liderados por milícias apoiadas pelos iranianos e duraram várias horas, mas o Departamento de Estado dos EUA disse posteriormente que os funcionários norte-americanos estavam seguros e que o local não havia sido invadido.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que relatos de oficiais iraquianos de que o embaixador havia sido retirado do local eram falsos. O diplomata Matt Tueller estava em uma viagem pessoal previamente marcada e retornava à embaixada, disse a autoridade. Não havia planos para retirada em massa de pessoas do local.
Os protestos pareceram uma uma escalada do conflito indireto entre Washington e Teerã —muito influente no Iraque—, enquanto grandes manifestações desafiam o próprio sistema político iraquiano, quase 17 anos depois da invasão dos EUA que derrubou Saddam Hussein.
Houve uma mudança no foco dos protestos contra o governo e a favor de milícias pró-Irã na direção dos Estados Unidos.
Ataques aéreos norte-americanos no domingo contra bases de uma milícia apoiada pelos iranianos mataram pelo menos 25 soldados e feriram 55.
Esses ataques, contra a milícia Kataib Hezbollah, foram uma resposta ao assassinato de um civil norte-americano em um ataque com míssil a uma base militar iraquiana.
“O Irã matou um funcionário terceirizado norte-americano e feriu vários. Respondemos com força e sempre o faremos”, disse Trump no Twitter. “Agora o Irã está orquestrando um ataque contra a embaixada norte-americana no Iraque. Ele serão totalmente responsabilizados”.
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