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Mundo Donald Trump é absolvido por senadores em segundo processo de impeachment

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Com apoio da maioria dos republicanos, condenação não foi adiante. (Foto: Reprodução)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi absolvido neste sábado (13) pelos senadores no processo de impeachment movido contra ele. A votação terminou em 57 votos a favor do impeachment x 43 contra o processo.

A absolvição já era esperada, já que, para ser aprovado, o pedido de destituição tardia precisava contar com o voto de pelo menos 17 republicanos, além dos 50 democratas – uma maioria de dois terços era necessária para condenar o ex-presidente.

Numa primeira apreciação sobre a constitucionalidade do pedido, na abertura da análise no Senado, na terça-feira, apenas seis republicanos se mostraram favoráveis à aprovação do processo.

Trump é julgado no Senado por incitar uma insurreição quando discursou a apoiadores em janeiro em frente à Casa Branca. Naquele momento, perto dali, os congressistas oficializavam a vitória de Joe Biden como novo presidente dos EUA, uma etapa apenas formal da democracia americana.

Logo após o fim do discurso de Trump, uma multidão de apoiadores extremistas do republicano invadiu o Capitólio e interrompeu a sessão. Cinco pessoas morreram.

Caso fosse considerado culpado no julgamento do Senado, os democratas também pediam a cassação dos direitos políticos de Trump, tornando-o inelegível.

Contudo, contando com a lealdade da maior parte dos senadores mais à direita, a condenação não foi adiante. A defesa de Trump alegou nesta sexta-feira (12) que a acusação feita pelos democratas era uma “vingança política” e “descaradamente inconstitucional”.

A defesa argumentou ainda que ele apenas se utilizou da mesma retórica que seus adversários políticos.

Aos senadores, o advogado Michael van der Veen chamou o julgamento de impeachment contra o ex-presidente de “cultura do cancelamento constitucional”. Na mesma linha, Bruce Castor Jr. disse que o debate sobre as falas de Trump visa a “criminalizar os pontos de vista”.

“É uma tentativa de censurar e ‘cancelar’ não só Trump, mas todos os milhões de eleitores que votaram nele”, disse o advogado Michael van der Veen.

Cultura do cancelamento é o nome dado às reações negativas nas redes sociais contra posicionamentos polêmicos ou equivocados de celebridades ou outras personalidades conhecidas. Para algumas pessoas, essas reações representam uma forma de linchamento.

“Assim como outra caça às bruxas motivadas politicamente e empreendidas pela esquerda nos últimos anos, este julgamento político está absolutamente separado dos fatos, das evidências e dos interesses do povo americano”, disse van Der Veen.

Acusação

Na quinta-feira (11), os democratas da Câmara Baixa que atuam como promotores no processo concluíram sua argumentação após dois dias de apresentações, que incluíram vídeos chocantes da rebelião na sede do Congresso.

Os legisladores democratas alegaram que Trump alimentou deliberadamente a tensão nacional depois de perder a reeleição para Joe Biden, em 3 de novembro, com uma campanha de alegações infundadas denunciando fraudes eleitorais massivas.

No total, a defesa de Trump tem 16 horas, distribuídas em dois dias, para desenvolver sua argumentação. Mas, como sinal de seu interesse em uma votação rápida, os advogados do magnata disseram que ‘usariam apenas três ou quatro horas”.

A tomada do Capitólio em 6 de janeiro ocorreu logo após uma grande manifestação organizada por Trump perto da Casa Branca, na qual ele pediu à multidão que marchasse para o Congresso, que então se preparava para certificar a vitória de Biden. Cinco pessoas, incluindo um policial e uma mulher baleada durante os tumultos, foram mortas em meio ao protesto.

Os “promotores” no julgamento de impeachment consideraram que o ex-presidente, que nunca expressou remorso por encorajar seus partidários, é tão perigoso que deveria ser banido novamente do cargo. Mas os advogados do ex-presidente afirmam que seu discurso foi retórico e que ele não pode ser responsabilizado pelos excessos de seus seguidores.

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