Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2017
O dono da construtora Andrade Gutierrez, Sérgio Andrade, será ouvido por investigadores da Operação Lava-Jato. Na colaboração premiada de executivos da empreiteira Odebrecht, ele foi citado como representante de sua empresa em negociações de propinas relacionadas às obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira. Conforme um dos delatores, ele tratou pessoalmente de pagamentos que seriam direcionados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Principal acionista da Andrade Gutierrez, Sérgio até agora está imune, por conta do acordo fechado com o MPF (Ministério Público Federal). Após a delação da Odebrecht, porém, algumas empreiteiras estão sendo chamadas para uma espécie de “recall”, a fim de explicarem episódios não contemplados nos primeiros depoimentos.
Segundo pessoas próximas a Sérgio, ele se antecipou a uma convocação oficial dos procuradores, considerada inevitável. Ele não teria conhecimento de todo o assunto relacionado à Santo Antônio, mas conversou com o então presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, sobre pagamentos a políticos.
Em sua delação, Marcelo afirmou que fazia reuniões frequentes com Aécio em razão do papel da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), que era sócia da usina, e que Sérgio participava desses encontros. Na época, Aécio era governador de Minas Gerais (2003-2010) e a Andrade Gutierrez, acionista da Cemig.
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