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Brasil Dono das lojas Havan recupera acesso à conta do Twitter após suspensão

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Segundo a plataforma, empresário bolsonarista havia perdido o acesso ao perfil devido a uma ordem judicial. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

O empresário bolsonarista Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, recuperou o acesso à sua conta no Twitter após ter sido suspenso na última quarta-feira (12). A rede social havia afirmado que a ação foi tomada por conta de uma ordem judicial.

Os tuítes de Hang ficaram inacessíveis e um aviso indicou que a conta foi suspensa depois de violar as regras da plataforma. A rede social não disse quais regras foram violadas. No sábado (15), Hang voltou a publicar no perfil: “Estou de volta no Twitter”.

Procurado, o Twitter afirmou que “pessoas que tiveram suas contas suspensas podem pedir uma revisão em relação a ações tomadas sobre seus perfis”.

“Está prevista nas regras a possibilidade de que, após o processo de recurso, se conquiste o direito de voltar a operar contas anteriormente suspensas na plataforma”, disse a rede social.

Foi questionado se o recurso de Hang foi feito na Justiça ou junto ao Twitter, mas a plataforma não se manifestou.

Em nota no sábado (15), Luciano Hang afirmou que “até o momento, não houve uma definição do que, de fato, justificou o bloqueio”. O empresário alega que “a ação foi uma censura à liberdade de expressão e opinião”.

Na quarta-feira (12), ele disse que a suspensão se deu pelo compartilhamento de um vídeo em que o neurocientista José Augusto Nasser se mostra contrário à vacinação contra crianças.

A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Fiocruz reforçaram que a vacinação de crianças contra a Covid-19 é segura. E uma nota técnica da secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, indicou que “nenhuma preocupação séria de segurança foi identificada” em vacina contra Covid-19 em crianças.

O empresário já teve perfis suspensos em meados de 2021, junto com outros aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), por ordem judicial. A decisão fez parte do inquérito das fake news, que apura ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e disseminação de informações falsas e tem o ministro Alexandre de Moraes como relator.

Twitter

Usuários do Twitter estão pedindo para que a plataforma implemente uma ferramenta contra notícias falsas. O termo “#TwitterApoiaFakeNews” está entre os assuntos mais comentados da rede social recentemente.

Entre as reclamações dos usuários, foi apontada a questão de que o Twitter no Brasil não tem a possibilidade de denunciar publicações com informações falsas sobre a pandemia da Covid-19.

Esta ferramenta está ativa nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e na Austrália desde agosto de 2021. Segundo a plataforma, o uso nos três países seria um teste, para mais tarde o item ser disponibilizado para o restante do mundo.

Além disso, os usuários não estariam satisfeitos com a verificação de contas de pessoas que publicam fake news. A verificação é um selo azul que tem como objetivo comprovar que o perfil é de interesse público e autêntico.

Uma das contas que os usuários não aprovaram a verificação foi a da blogueira bolsonarista Bárbara Destefani. O perfil dela foi apontado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como parte do mecanismo de divulgação de fake news contra instituições.

Em agosto de 2021, o canal de Bárbara no YouTube estava entre os 14 que, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tiveram os pagamentos suspensos por disseminação de notícias falsas.

Em nota, o Twitter disse que, recentemente, fez uma revisão da política de verificação. Agora, qualquer usuário pode submeter solicitações via formulário e, caso a conta atenda aos critérios da empresa, o selo é concedido.

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