Domingo, 12 de Julho de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
13°
Fog

Notícias Durante evento em São Paulo, o governador gaúcho voltou a defender o Rio Grande do Sul como um Estado atrativo para os investidores

Compartilhe esta notícia:

Eduardo Leite (D) palestrou na capital paulista nessa segunda-feira. (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

Atração de investimentos, situação fiscal e desafios para superar a crise no Rio Grande do Sul foram alguns dos temas abordados pelo governador gaúcho Eduardo Leite durante palestra na ACSP (Associação Comercial de São Paulo) na manhã dessa segunda-feira. O evento fez parte da reunião-conjunta dos conselhos econômico, político e social da entidade.

Conforme o chefe do Executivo, uma das principais medidas a serem adotadas pelos Estados será na área da Previdência, pois se nada for feito, o déficit nas unidades federativas quadruplicará em três décadas. “No Rio Grande do Sul, uma proposta deve ser apresentada assim que a reforma da Previdência for aprovada no Senado”, frisou, mencionando que o rombo gaúcho para 2019 é projetado em R$ 12,35 bilhões.

“Isso significa que temos que buscar, através dos impostos, a cobertura desse déficit”, prosseguiu. “É a metade da receita liquida de ICMS do Estado, que acaba sendo drenada por um sistema previdenciário deficitário e que cresce em torno de R$ 1 bilhão a cada ano. Isso gera descompasso e frustração na população que não vê o retorno integral em serviços.”

Privatizações

Além de enfrentar a crise, com medidas estruturantes, Leite afirmou que o governo gaúcho tem trabalhado para gerar desenvolvimento a partir de um ambiente mais favorável ao setor empreendedor, aberto a privatizações e parcerias com o setor privado.

Já foram aprovados na Assembleia Legislativa gaúcha os projetos que autorizam a privatização das companhias públicas CEEE, CRM e Sulgás. A medida faz parte das ações para que o Estado possa aderir ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal), cujo processo continua em tratativas com o governo federal.

Além disso, o Estado tem projetos e programas focados em reduzir custo logístico, como as PPPs (parcerias público-privadas) envolvendo rodovias e hidrovias, redução e simplificação de tributos (como o “Receita 2030”), desburocratização (“Simplifica RS”, por exemplo) e uma nova legislação ambiental para garantir maior agilidade na emissão de licenças.

“No primeiro trimestre deste ano, o PIB [Produto Interno Bruto] gaúcho apresentou variação positiva de 0,9%, quase o dobro da média nacional”, ressaltou Leite. “A atividade industrial teve crescimento de 5,6% no mesmo período, e desempenho positivo de 8,4% nos últimos 12 meses”.

“É importante que seja dito que o governo do Rio Grande do Sul tem um problema fiscal, mas que o Estado é a quarta economia do Brasil, com os dois melhores parques tecnológicos do País, indústria e agronegócio pujantes e posição geográfica estratégica. Com as medidas de ajuste que estamos encaminhando acreditamos fortemente que vamos criar as condições para nos reposicionarmos no cenário nacional como um destino de investimentos”, acrescentou.

A entidade

Fundada em 1894, a ACSP conta com mais de 30 mil associados, desde donos de estabelecimentos comerciais familiares a grandes indústrias. Os conselhos de sua diretoria executiva (que promoveram o evento com a presença do governador gaúcho), funcionam como órgãos de debate e de consulta sobre temas nacionais de impacto na infraestrutura, economia, varejo, indústria, comércio, serviços, administração municipal, estadual e federal.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

“O Congresso Nacional assumiu a dianteira das mudanças”, diz o presidente do Senado
O governo de Portugal busca comprador para a fatia do dono da Azul na TAP
Deixe seu comentário
Pode te interessar