Sábado, 26 de Setembro de 2020

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Economia Economia do Rio Grande do Sul mostra sinais de retomada, mas perda de estímulos desafia reação

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Dados até julho indicam melhora gradual nos setores de serviços, comércio e indústria

Foto: Maria Ana Krack/PMPA
Dados até julho indicam melhora gradual nos setores de serviços, comércio e indústria. (Foto: Maria Ana Krack/PMPA)

Após a crise do coronavírus derrubar negócios e espalhar prejuízos, a economia confirma sinais de retomada no Rio Grande do Sul. Dados até julho indicam melhora gradual nos setores de serviços, comércio e indústria.

O quadro desperta alívio, reforça a projeção de que o fundo do poço ficou para trás, mas não causa empolgação até o momento. Ainda não há clareza sobre a velocidade de reação assim que políticas de estímulo, como o auxílio emergencial, perderem fôlego ou deixarem de existir.

Em julho, a produção industrial cresceu 7% em relação ao mês anterior. Foi a terceira alta consecutiva e a maior entre os indicadores setoriais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Contudo, no acumulado do ano, houve queda de 14,5%, reflexo direto da pandemia.

O segmento de serviços, considerado o motor da economia, vive situação similar. Em julho, o volume dos negócios subiu 3,5%, o terceiro avanço consecutivo após tombos em março e abril. No ano, a retração acumulada é de 14,4%.

O comércio varejista, outro segmento pesquisado pelo IBGE, teve variação positiva de 0,1% nas vendas em julho frente ao mês anterior. O resultado ocorreu após baixa de 8,8% em junho e salto de 32% em maio. O que chama atenção é que, no acumulado do ano, o setor tem a menor queda, de 2,1%.

O comércio carrega alguns desses exemplos. De janeiro a julho, as vendas de artigos farmacêuticos subiram 16,5%. No segmento de hipermercados e supermercados, a alta chegou a 7,4%. Enquanto isso, o ramo de tecidos, vestuário e calçados pegou o sentido contrário, com tombo de 39,7% no acumulado dos sete meses.

Dados disponíveis até o final de agosto indicam que o auxílio alcançou a marca de 2,6 milhões de pessoas no Rio Grande do Sul. Na prática, isso quer dizer que o número de beneficiários superou o de trabalhadores com carteira assinada (2,4 milhões).

Além da pandemia, a estiagem também castigou o Rio Grande do Sul no primeiro semestre. Com a combinação dos dois fatores, a queda da economia gaúcha tende a ser maior do que a nacional em 2020. No próximo ano, a perspectiva é diferente. Conforme projeção da Emater, a safra de verão deve crescer cerca de 40% no Estado. Assim, a economia do Rio Grande do Sul tende a subir mais do que a média brasileira em 2021.

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