Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2016
O efeito adverso da recessão econômica no recolhimento de impostos põe em xeque o esforço do governo do presidente Michel Temer para equilibrar o Orçamento. Como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou na quarta-feira (31), a economia continuou em recessão entre abril e junho, após uma sequência inédita de seis trimestres seguidos no chão. De janeiro a junho, o PIB encolheu 4,6% em relação ao nível observado no mesmo período de 2015.
A demanda doméstica, composta pelo consumo das famílias, gastos do governo e investimentos, caiu ainda mais, 6,4% nas contas do economista Fernando Montero. Cerca de 60% da arrecadação tributária do País é recolhida aí, porque depende das vendas e da produção.
Na proposta de Orçamento para 2017, o governo promete reduzir seu déficit dos R$ 170,5 bilhões deste ano para R$ 139 bilhões, contando com uma recuperação mais forte da economia e das suas receitas para atingir a meta. O IBGE apontou sinais de melhoria na indústria e nos investimentos, mas o consumo, motor da arrecadação de impostos, seguiu em queda.
Ou seja, ela não ajuda a recuperar rapidamente as receitas, que encolhem em um ritmo mais severo do que a economia. No primeiro semestre, o recolhimento de tributos pela União caiu 7,3% em relação ao mesmo período de 2015. (Folhapress)
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