Terça-feira, 28 de julho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Light Rain with Thunder

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Eduardo Bolsonaro não descarta disputar a presidência da Câmara dos Deputados

Compartilhe esta notícia:

Deputados devem protocolar um pedido de cassação do mandato do deputado. (Foto: Agência Brasil)

Filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e reeleito deputado mais votado do Estado de São Paulo, Eduardo Bolsonaro (PSL) afirmou que presidência da Câmara em 2019 deve ser ocupada por conservador identificado com as ideias de seu pai e não descartou concorrer ele próprio ao cargo que hoje é de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“A gente vai ter a segunda maior bancada da Casa a partir do ano que vem, então isso aí dá uma certa autonomia para a gente articular que o próximo presidente seja identificado com as bandeiras do Jair Bolsonaro. Não necessariamente uma pessoa de dentro do PSL”, disse.

O partido dos dois fez a segunda maior bancada na Câmara na eleição de 2018, com 52 cadeiras. Eduardo afirmou ainda que não pretende negociar com o PT caso o pai seja eleito: “dá tranquilamente para fazer uma maioria”.

Questionado sobre se há medidas na campanha para combater o compartilhamento de fake news, o parlamentar disse ainda que a regulação de veracidade de notícias deve ser feita pelo próprio eleitor e que checagem externa é censura.

“Quem é a melhor pessoa para saber o que é ou não fake news é a própria pessoa, a partir do momento que você coloca alguém para regular o que que é informação verdadeira e o que não é, aí já começa uma censura, porque essa regulação vai ser parcial”, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo.

1. O PSL fez a segunda maior bancada, o sr. foi o deputado mais votado em São Paulo. A que atribui esse bom desempenho?

Primeiro, os rótulos que tentaram colar no Jair Bolsonaro não colaram, não deram certo. Segundo, há um movimento que é imparável.

E esses deputados, a esmagadora maioria deles [se elegeu] sem recurso e absolutamente todos sem tempo de televisão praticamente. Isso denota que são novos tempos, os analistas têm que considerar mais a questão da rede social. Agora acho que é pra valer a questão de levar a sério rede social, o político que não tem tá ficando para trás.

2. Se eleito, qual será a primeira ação na Câmara do governo Bolsonaro? Diversas pautas. Tem pautas econômicas que vamos ter que conversar com o Paulo Guedes, que são questões emergenciais. Criação de emprego é certo, afeta todo mundo, mulher, hétero, gay.

Então acredito que isso daí junto com as questões de segurança. Quem sabe com a nova configuração do Senado a gente não consiga aprovar a redução da maioridade penal também?

3. O coordenador político do Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou hoje que se eleito não iriam querer votar a reforma da Previdência em 2018, como o Temer tinha dito que poderia fazer. O sr. acha que deveria ser aprovada este ano? Esse tema poder voltar à pauta da Câmara no ano que vem?

Desconheço essa declaração. Como eu não vi a declaração do Onyx, me permite não comentar? Eu prefiro conversar com ele.

4. Os senhores têm falado em unir o Brasil, ao mesmo tempo que rejeitam fortemente o PT. O partido tem a maior bancada. Haveria diálogo?

São 513 deputados, o PT tem a maior bancada, mas lembrando também que são 57, dá tranquilamente para fazer uma maioria e eles no papel deles de oposição caso Jair Bolsonaro seja eleito e a gente conseguir trabalhar dessa maneira.

Não é parte essencial do governo até porque as pautas deles são as pautas que afundaram o Brasil e eles aparelharam todo o Estado e deu no que deu. Conseguiram dar calote, colocar no vermelho até uma monopolista estatal do petróleo como a Petrobras. Manter-se longe do PT é manter-se limpo e o Brasil respirar.

5. O general Mourão (PRTB) tem feito várias declarações que foram desmentidas pelo seu pai. O vice assume a cadeira quando o presidente viaja para o exterior, por exemplo. Não há receio de ter um vice desalinhado?

Não, não, não. O general Mourão é uma pessoa muito inteligente. O que o Jair Bolsonaro até falou no Jornal Nacional [em entrevista nesta segunda (8)], é que ele tem que se adequar à vida política, saber lidar com a imprensa porque às vezes ocorre de dar essas caneladas.

Quem é que nunca deu uma declaração que depois não foi bem vista? Mas o Jair Bolsonaro já devidamente desautorizou ele, está nas cláusulas pétreas da Constituição a questão do 13º salário, a licença maternidade, férias… Então isso aí nem que o papa queira consegue mudar.

6. Alguma coisa da reforma trabalhista deve ser revista num eventual governo dos senhores?

Que eu saiba não. A reforma trabalhista foi um avanço principalmente no tocante ao fim do imposto sindical, que não tinha qualquer nexo, o Brasil tinha mais de mil sindicatos.

Notoriamente virou uma fábrica de fazer negócios. Uma parte dos sindicatos prestam bons serviços ao patrão, ao trabalhador, e esses certamente vão se perpetuar porque aí o seu filiado vai pagar com gosto, porque sabe que o retorno é certo. Agora, uma parte estava aí para mamar e esses aí estão revoltados.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Sozinha, menininha imigrante de dois anos precisou comparecer a um tribunal nos Estados Unidos, sem falar inglês. A criança chorou ao encarar a juíza, mas poderá voltar para Honduras
O Brasil será o País emergente com a maior dívida do mundo no ano que vem, diz o Fundo Monetário Internacional
Pode te interessar