Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de abril de 2016
Na negociação para uma delação premiada, o ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto confirmou a existência de pagamentos de propina de 52 milhões de reais ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca da liberação de verbas do fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Indicado ao cargo justamente por Cunha, Cleto passou a negociar uma delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) depois de ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, em dezembro, cinco dias depois de ter sido exonerado do cargo. Caso confirmada sua colaboração, será o sétimo investigado da Operação Lava-Jato que acusa o presidente da Câmara de envolvimento com corrupção.
As declarações foram dadas em uma fase preliminar da delação. O acordo com a PGR está em fase adiantada de negociações, mas só depois que for assinada com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a colaboração será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal para homologação. Nesses relatos preliminares da colaboração, Cleto confirmou que houve os pagamentos de propina a Cunha relatados pelos delatores da Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior.
(Folhapress)
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