Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de abril de 2016
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou pedido do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, feito nesta sexta-feira, para que a defesa da presidenta Dilma Rousseff volte a se manifestar no domingo, após a leitura do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO). Defesa e acusação tiveram 25 minutos para se pronunciar na manhã dessa sexta-feira. Cardozo usou todo o tempo e Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment, discursou por 14 minutos. Cunha destacou que o tempo usado pela defesa foi superior ao da acusação. O presidente da Câmara disse que a recusa do pedido do advogado-geral da União já foi respondida oficialmente. Cardozo apresentou este mesmo requerimento anteriormente, e Cunha negou considerando que a acusação era feita pelos subscritores da denúncia original.
O argumento do ministro, agora, é que o Supremo decidiu que é o parecer da Comissão do Impeachment que materializa a denúncia, então a defesa teria que falar depois do relator, na sessão de domingo, marcada para as 14h. Segundo Cunha, a Casa está seguindo o mesmo rito determinado pelo Supremo, em 1992, que resultou no impeachment do ex-presidente Fernando Collor. À época, segundo Cunha, o relator foi o último a falar. (Karine Melo e Carolina Gonçalves/ABr)
Os comentários estão desativados.