Terça-feira, 12 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de junho de 2016
Com seu processo de cassação caminhando para um desfecho, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) enviou recados ao governo interino do presidente Michel Temer de que espera do Palácio do Planalto ajuda para escapar da punição, mas até aliados dizem ver as suas chances diminuírem dia após dia. Segundo parlamentares que conversaram com ele, um cenário é certo e irreversível: a saída definitiva dele da presidência da Câmara.
O provável é que a votação em plenário ocorra em 19 ou 20 de julho. Deputados aliados defendem que ele renuncie já à presidência da Casa. Um dos objetivos é deflagrar a eleição para a sua sucessão, que se realizaria em um prazo de cinco sessões, e colocar fim à criticada gestão do interino, Waldir Maranhão (PP-MA).
Isso é do agrado do governo, já que Maranhão não tem conseguido apoio mínimo nem para conduzir as sessões de votação e não é considerado confiável pelo Planalto. Cresce na Câmara a avaliação de que o imbróglio envolvendo Cunha deteriora a imagem dos deputados.
O “centrão”, seu aliado, quer emplacar um sucessor, mas a antiga oposição (PSDB, DEM, PPS e PSB) e a atual (liderada pelo PT) ensaiam um acordo circunstancial para conseguir eleger um novo presidente sem qualquer ligação com o peemedebista. (Folhapress)
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