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Política Eduardo Pazuello toma posse como ministro da Saúde

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Depois de quatro meses como interino, Pazuello foi efetivado no cargo por Bolsonaro.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Depois de quatro meses como interino, Pazuello foi efetivado no cargo por Bolsonaro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Depois de quatro meses como ministro da Saúde interino, Eduardo Pazuello foi efetivado nesta quarta-feira (16) no cargo. O general do Exército Eduardo Pazuello, especialista em logística, assumiu interinamente o Ministério da Saúde no dia 16 de maio, após a saída de Nelson Teich do cargo.

O militar foi coordenador logístico das tropas do Exército durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além de ter coordenado as operações da Operação Acolhida, que presta assistência aos imigrantes venezuelanos que chegam a Roraima fugindo da crise política e econômica no país vizinho.

Em seu discurso de posse como ministro efetivo, Pazuello afirmou que o País conseguiu estabilizar o avanço da pandemia. “Conseguimos alcançar uma situação de estabilidade bem definida. No Norte e Nordeste, onde os números estão em total declínio e a população já está voltando às suas atividades normais. No Centro-Sul, a tendência de queda é clara e já podemos visualizar o retorno à normalidade muito em breve. São os sinais claros e positivos de que todo nosso trabalho e empenho está surtindo o efeito esperado”, afirmou.

De acordo com painel internacional mantido pela Universidade Johns Hopskins, o Brasil é o terceiro país em número de infecções, atrás de Estados Unidos e Índia, e o segundo em número de óbitos, atrás dos norte-americanos.

Pazuello também defendeu a mudança de protocolo para o tratamento precoce realizada pela pasta, já sob seu comando, a partir de junho. “O aprendizado ao longo da pandemia nos mostrou que quanto mais cedo atendermos os pacientes, melhores são suas chances de recuperação. O tratamento precoce salva vidas, por isso temos falado dias após dia: não fique em casa esperando falta de ar, não espere. Procure um médico, receba diagnóstico clínico de um médico”, disse.

Pandemia e desemprego

Durante a posse, o presidente Jair Bolsonaro destacou o tamanho da responsabilidade do seu auxiliar e o agradeceu por aceitar o desafio. “Eu confesso que é menos complicado ser presidente da República do que ministro da Saúde. Sua responsabilidade é enorme, e quero agradecer por você ter aceito esse desafio”.

Bolsonaro voltou a criticar a política de isolamento na quarentena, com o fechamento de atividades econômicas. Ele relembrou um de seus pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e televisão, no início da pandemia, em que afirmava a necessidade de lutar pela manutenção dos empregos e elogiou as medidas econômicas adotadas pela sua equipe desde então.

“Disse, naquele momento, onde fui duramente criticado, que tínhamos dois problemas pela frente, vírus e desemprego, e que ambos deveriam ser tratados com a mesma responsabilidade e de forma simultânea. Quero cumprimentar a equipe econômica, desse ministro Paulo Guedes, que tomou uma série de medidas para conter os empregos no Brasil”.

O presidente também criticou o tempo de suspensão das aulas do ensino básico no Brasil. “Somos o país com o maior número de dias de lockdown nas escolas. Isso é um absurdo”.

Ainda durante seu discurso, Bolsonaro defendeu o tratamento da Covid-19 por meio da cloroquina e da hidroxicloroquina. O medicamento, que não tem eficácia científica comprovada, pode ser prescrito por médicos com a concordância do paciente.

“Nada mais justo, nada mais sagrado que um médico, na ponta da linha, decidir o que vai aplicar no paciente, na ausência de um remédio com comprovação científica”, afirmou.

Gestão

A pasta informa que até o momento foram destinados R$ 83,9 bilhões para os 26 Estados e o Distrito Federal, sendo que desse total foram R$ 59,6 bilhões para serviços de rotina e manutenção dos serviços ofertados pelo SUS, e outros R$ 25,7 bilhões exclusivamente para ações no combate à Covid-19.

Foram habilitados, até agora, 13.382 leitos de UTI solicitados pelos Estados e municípios para o tratamento exclusivo de pacientes da Covid-19, representando 100% dos pedidos atendidos. O investimento do governo federal é de R$ 1,9 bilhão. Além dos leitos de UTI, o Ministério da Saúde habilitou 698 leitos de suporte ventilatório exclusivos para Covid-19, com investimento de R$ 10 milhões. O Brasil também contou com o reforço de 10.857 ventiladores pulmonares, entregues em todo o País.

Medicamentos para intubação

Na gestão interina de Pazuello, afirma a pasta, foram estabelecidas ainda estratégias para a aquisição dos medicamentos para intubação orotraqueal, realizadas junto com outros órgãos, como Receita Federal e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Estoques agora são monitorados.

Comunidades e povos indígenas

O ministério relata o credenciamento de 91 Centros Comunitários para conseguir atender pacientes da Covid-19. Além disso, o Ministério da Saúde divulga que vem desenvolvendo contínuas estratégias de proteção, prevenção, diagnóstico e tratamento da Covid-19 nos povos indígenas, com a distribuição de suprimentos, insumos, testes rápidos e equipamentos de proteção individual aos 34 DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas).

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