Quinta-feira, 07 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul Por unanimidade, Assembleia Legislativa aprova, em primeiro turno, o Marco Legal do Turismo Gaúcho

Compartilhe esta notícia:

A proposta aprovada reconhece o turismo como política de Estado

Foto: Marcelo Oliveira/ALRS
A proposta aprovada reconhece o turismo como política de Estado. (Foto: Marcelo Oliveira/ALRS)

Com as galerias lotadas por prefeitos, empresários e representantes do setor turístico, o plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, por unanimidade, na terça-feira (5), em primeiro turno, a PEC (proposta de emenda à Constituição) que cria o Marco Legal do Turismo Gaúcho.

Com 43 votos favoráveis, a iniciativa apresentada pelo deputado Guilherme Pasin (PP) transforma o turismo em vetor de desenvolvimento do Estado, com aporte permanente de recursos públicos e segurança jurídica para investimentos privados. A PEC ainda precisa ser submetida, no intervalo de três sessões plenárias, a um segundo turno de votação.

A PEC 302/2025 garante status constitucional ao Fundetur (Fundo de Desenvolvimento do Turismo), com previsão de R$ 250 milhões anuais exclusivamente para financiar ações de promoção, qualificação e infraestrutura dedicada ao setor. O texto prevê ainda execução mínima de 75% dos recursos do fundo ao ano. Entre os impactos esperados, estão o fortalecimento da cadeia de serviços, o aumento da arrecadação e a dinamização da economia local.

Com a articulação política liderada por Pasin, a pauta se tornou uma agenda de alta convergência no Parlamento gaúcho. Protocolada com as assinaturas de 47 parlamentares, a proposta teve caráter de iniciativa suprapartidária, um indicativo claro de alinhamento em torno do turismo como eixo de desenvolvimento.

A construção da proposição reuniu lideranças empresariais, políticas e técnicas tendo à frente o Instituto RSNASCE, que atuou como agente financiador da estruturação técnica do projeto, apoiando o trabalho conduzido pelo relator. Agora, a entidade atuará como agente de fomento, apoiando a implementação da política e a mobilização de empreendedores. A iniciativa também contou com a colaboração do G30 Serra Gaúcha e cerca de 40 entidades do setor.

“Foi um processo muito intenso, culminando agora nessa vitória que muda tudo e muda para melhor, já que a economia de turismo e eventos passa a ser a indústria de turismo e eventos. Uma realidade que será considerada, de fato, política econômica de Estado com condição de incremento maior de investimentos pelo Fundetur e criação de marca do nosso turismo. E teremos as questões de promoção turística apartadas das ações institucionais de governos. Isso garante menos fragilidade e mais autonomia”, comemorou Vinicius Garcia, presidente do Instituto RSNasce.

O que muda na prática para o RS

“Vivemos um momento de profunda transformação, com a nova reforma tributária mudando a lógica da arrecadação e colocando o turismo no centro da estratégia de desenvolvimento do RS. O EstruTUR-RS reorganiza a legislação, prepara o Estado para essa nova realidade econômica e transforma o turismo em política permanente, sem as incertezas causadas pelas trocas de governo. Por isso, a aprovação dessa proposta é uma vitória do diálogo e da boa política, beneficiando todas as regiões com mais empregos e desenvolvimento”, destacou Pasin.

A iniciativa cria um ambiente mais favorável para PPPs (parcerias público-privadas) e para a formação de Territórios Turísticos, regiões em que Estado, municípios e iniciativa privada podem planejar e executar políticas de forma integrada. Mesmo em cidades que ainda não se consolidaram como destinos de grande porte, a previsão de financiamento de eventos e de estruturação de rotas turísticas abre caminho para a diversificação da economia local.

O EstruTUR-RS, como é chamada a PEC do Turismo, também autoriza a criação de Distritos Turísticos, Estâncias Turísticas e Municípios de Interesse Turístico, ampliando a gestão colaborativa entre Estado, municípios e iniciativa privada. Atualmente, o turismo representa cerca de 4,5% do PIB gaúcho, abaixo da média nacional, que se aproxima de 10%.

Momento decisivo

O contexto político, econômico e climático do RS torna a aprovação da PEC do Turismo um divisor de águas. Após lidar com os impactos da pandemia de Covid-19 e das enchentes, a indústria de turismo e eventos se reunifica em torno de uma agenda que busca estabilidade, continuidade e segurança jurídica, elementos raros em políticas públicas voláteis.

A PEC do Turismo amplifica o peso do setor à medida que o IBS (Imposto Sobre Bens e Serviços) passa a ser cobrado no ponto de consumo. Atrair mais visitantes e eventos passa a ser, diretamente, captar receita local, o que fortalece municípios, cadeias produtivas do comércio, hotelaria, transporte e gastronomia, em um efeito que também impacta o agronegócio e a economia criativa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Quatro pessoas são condenadas por morte de vizinho após espancamento na frente dos filhos da vítima na Serra Gaúcha
Prazo para obter ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x